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Kaguya-sama: Love is War | Episódio 3: o significado de “primeira vez”

©A-1 Pictures/Aka Akasaka
Kaguya-sama: Love is War | Episódio 3 – Miyuki Shirogane ainda não fez “aquilo”/Kaguya quer ser descoberta/Kaguya quer andar a pé

*Nota: Kaguya-sama: Love is War está sendo acompanhado semanalmente, ou seja, toda semana; uma análise.


Sobre o Episódio

Dando continuidade à cobertura semanal que o blog está fazendo de Kaguya-sama, chegou a vez de falarmos do terceiro episódio. Conforme já era esperado, o episódio, assim como seus antecessores, foi dividido em partes; cada uma apresentando histórias distintas.

A primeira e a segunda seguiram o esquema de batalhas intelectuais amorosas — o maior destaque da obra. Certamente, a trama mais engraçada do episódio foi a que se referia à impressionante ingenuidade da Shinomiya em assuntos sexuais. Isso porque o jogo feito pelo autor para ela acreditar que estava no domínio da situação (quando não era esse o caso)  contrastou, de forma divertida, com aquela visão mais dominante apresentada a nós anteriormente.

Já no tocante às questões técnicas, sem dúvidas, a segunda trama se destacou mais. A ideia “crua” da dinâmica de perguntas já era interessante por si só, mas foi muito engrandecida pela direção visual. Momentos de exposição que poderiam facilmente ser feitos de forma simples, por exemplo, tiveram toda uma estilização para passar melhor a energia do jogo. Contudo, o maior diferencial foi a ambientação metafórica no faroeste, aliada ao criativo gerenciamento da iluminação. Kaguya-sama continua um dos maiores destaques da temporada nesse sentido.

A última parte, entretanto, teve uma estrutura distinta das mostradas pelo anime, não havendo uma “love war“, mas sim um vislumbre melhor da vida Kaguya, expondo alguns anseios e traços íntimos da sua personalidade. Dessa forma, houve uma humanização maior da personagem, que, inclusive, passou por uma tentativa de desenvolvimento.

Essa parte, apesar de não ser ruim, acabou não me agradando tanto quanto os momentos de comédia. Talvez porque a garotinha do fundamental era muito irritante; ou porque a natureza semi-episódica do anime não me deixa acreditar que aquele momento bonito na bicicleta impactou ela tanto quanto devia. Resmungos à parte, foi uma boa ideia quebrar o padrão de sempre para explorar mais os personagens.

Sobre a ending

Agora vamos à parte que mais chamou a atenção das pessoas nesse episódio: o encerramento novo estrelando Fujiwara Chika e sua dança. Ele impressionou muita gente devido à fluidez impressionante, boa coreografia e realismo na movimentação. E o principal: está havendo uma discussão para saber se ela foi feita com animação tradicional ou CGI. A resposta, vejam só vocês, não é nenhuma dessas duas.

A cena foi feita por Naoya Nakayama, ex-funcionário da aclamada Kyoto Animation. Foi confirmado que, na produção da dança, utilizou-se uma técnica de animação chamada rotoscopia (já falado aqui no nosso podcast de Hanebado!). Ela, utilizada massivamente no infame Aku no Hana, consiste em gravar uma movimentação real e redesenhá-la por cima. Normalmente, fica bem pouco natural, mas a destreza e habilidade desse cara resultaram no melhor uso disso em animes para TV até hoje.

Nota: A – Brownie com calda de caramelo


©LIDENFILMS/Yosuke Kaneda | “Esse episódio recebe o selo Hazuki reluzente de qualidade!”

Kaguya-sama: Love is War está em simulcast pelo serviço de streaming Crunchyroll.

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