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BGS 2019: aqui se joga, e muito!

A Brasil Game Show 2019 conseguiu reunir Xbox, Nintendo e a improvável PlayStation no mesmo lugar. A equipe do Café Stile esteve presente como imprensa.

Mais um ano se passou e a BGS fez seu nome como a maior feira de games da América Latina. O evento, que aconteceu entre os dias 9 e 13 de outubro, foi perfeito? Não, mas o esforço para chegar o mais próximo possível foi nítido.

©BGS – divulgação. | “O David Gutierres (nosso developer) e o Victor Neres (nosso menino do Twitter) estiveram no evento”

Apesar de haver alguns problemas como:

  • Falta de estandes alternativos para jogar títulos disputados;
  • Preços exorbitantes, entre outros.

Nada disso tirou o mérito do slogan “aqui se joga”.

Percebe-se, inclusive, os esforços dos organizadores em fazer com que a feira melhore a cada ano. Na coletiva de imprensa com o CEO da Brasil Game Show, Marcelo Tavares, foi levantada a questão sobre a falta de acessibilidade no camarote do evento. Ele logo se prontificou a ajustar o problema para que ele não se repita nos próximos anos.

Como dito acima, a feira não foi perfeita, mas certamente é o local onde todos os gamers gostam de estar.

Estandes

Uma palavra define a questão sobre os estandes: surreal. É incrível a capacidade de estar no estande da Playstation e, em segundos, ir para o do Xbox ou ao da Nintendo. Mesmo que algumas grandes marcas e desenvolvedoras de jogos não estivessem no evento (como a Ubisoft e a Activision), isso não impediu os fãs de curtirem tudo o que deveriam aproveitar.

©BGS/Nintendo – divulgação. | “Área temática de Pokémon”

Os brindes ajudavam (e muito) para que os expositores ficassem movimentados. Este ano foi um pouco mais difícil de consegui-los, pois os visitantes precisavam fazer algumas missões para pegar, mas em contrapartida, esses desafios eram bem divertidos.

PlayStation

Após a ausência na E3 (um dos maiores eventos de games do mundo), todos se perguntavam se a Playstation estaria na BGS este ano, e a resposta foi clara: ela está mais viva que nunca!

A empresa selecionou jogos com grande apelo de público para os gamers:

  • Final Fantasy VII;
  • Nioh 2;
  • Monster Hunter;
  • Além de novidades como o FIFA 20;
  • Call of Duty: Modern Warfare;
  • Death Stranding, entre outros diversos títulos que estavam na lista.
©BGS/Sony – divulgação. | “Experiência no Final Fantasy VII”

No VR, os jogadores tiveram acesso ao Marvel’s Iron Man VR.

Mas o defeito do estande da Playstation tinha um nome: PlayStation Experience. É um aplicativo no qual os visitantes agendavam um horário para jogar o jogo escolhido, mas o problema é que logo o agendamento se esgotava e muitos ficavam sem jogar qualquer coisa lá.

Em resumo, o estande investiu mais em jogos do que em interação com o público. Não que a a animação do espaço fosse zero, mas em comparação com a concorrência, a PlayStation estava um pouco menos “barulhenta”.

Maid aprova: o bom número de sucessos disponíveis para jogar;
Maid desaprova: PlayStation Experience – não é uma ideia ruim, mas para os eventos subsequentes, devem deixar isso de uma forma mais acessível.

Xbox

Se teve uma coisa que definiu a Xbox na BGS foi animação. A qualquer hora, o estande sempre estava com o espaço lotado e movimentado, afinal, não tem como ficar sem assistir ou dançar Just Dance.

Sem dúvidas, o foco foi na interação do público; mesmo com alguns jogos de estreia. Além do espaço enorme para dança, o estande fazia um upgrade de brindes para cada jogo diferente.

©BGS/Microsoft – divulgação. | “Estande do Xbox”

Para a jogatina, títulos como:

  • Gears 5;
  • Minecraft Dungeons;
  • PES 2020;
  • Além de novidades como Battletoads;
  • Dragon Ball Z Kakarot, entre outros.

Tudo isso contribuiu com a diversão dos visitantes. A melhor parte foi jogar e escutar música ao mesmo tempo, pois o Just Dance estava logo ao lado.

Por conta do Xbox pertencer a marca Microsoft, os organizadores do estande decidiram unir o útil ao agradável e levaram jogos de PC para aumentar ainda mais a euforia. Assim, os gamers poderiam escolher entre jogar no console ou no computador.

Maid aprova: a ótima energia que o estande proporcionou;
Maid desaprova: o fato de terem trago poucas novidades frente aos concorrentes.

Nintendo

Depois de SETE ANOS, a Nintendo finalmente voltou para a feira e todos esperam que seja para ficar. Afinal, a marca sempre foi sinônimo de diversão para a família inteira.

Havia um ponto de equilíbrio entre games e interação com o público no estande da “Big N”. Jogos que agradavam desde “nintendistas” até uma pessoa que queria ver qual era a “vibe” do Nintendo Switch, isso sem contar na animação dos instrutores.

©BGS/Nintendo – divulgação. | “Estande da Nintendo”

Dentre os títulos disponíveis, a galera pode jogar:

  • Link’s Awakening;
  • Super Mario Maker;
  • New Super Mario U Deluxe;
  • Mario Kart 8 Deluxe;
  • Luigi’s Mansion 3 – lançamento da marca – entre outros.

Para melhorar a experiência, quem jogasse os dois primeiros ganhava um pôster.

Para quem não queria entrar na fila dos games, poderia tirar uma foto com fundo inspirado nos jogos Pokémon Sword and Shield. A Nintendo também promoveu um “meet and greet” com o dublador do Mario, Charles Martinet.

Maid aprova: a volta da Nintendo e a diversidade de atrações que o estande proporcionou;
Maid recomenda: devido a tantas atrações, o espaço para a Nintendo parece ter ficado pequeno, acho que deveriam ter uma área maior para evitar grandes aglomerações.

Área Indie

Sem dúvidas, uma das partes favoritas da feira, segundo a opinião deste que lhes escreve, pois sempre tem bons jogos e é o lugar mais calmo, mas por incrível que pareça, dessa vez não estava tão vazio assim.

©BGS – divulgação. | “David jogando (e perdendo)”

Ela estava tão cheia quanto os estandes das marcas grandes, o que é muito bom. E, com isso, só foi possível jogar quatro jogos.

Maid aprova: que o pessoal tenha descoberto a beleza da área indie.

Outros espaços da feira

Todos os estandes da BGS estavam incríveis, mas, infelizmente, não dá para falar sobre todos, já que são centenas. Por isso, foram selecionados alguns destaques.

Magic the Gathering surpreendeu a todos pela dimensão e a qualidade do entretenimento oferecido pelo jogo. Apesar ser um boardgame com maior apelo analógico, a versão digital foi bem explorada no evento. E para ajudar, suas concorrentes diretas no Brasil (Copag e Devir) não estavam na feira. Parece que a feitiçaria levou a melhor.

©BGS/Magic the Gathering – divulgação. | Área temática de Magic

Outro “monstro sagrado” que teve uma grande repercussão foi o estande da Epic, que levou o sucesso Fortnite. Em uma live no domingo, a transmissão pelo Twitch quase caiu com tantos acessos.

©BGS/Epic – divulgação. | “Fortnite bem presente lá”

 

Maid indica: não poderia deixar de falar sobre a área dos cosplayers. Mesmo não sendo o foco da feira, é um dos lugares mais atrativos. O pessoal é sempre atencioso e preparado para tirar fotos ou fazer filmagens.

Em linhas gerais

Todos sabem que a BGS não é um evento barato, mas vale a pena o esforço de guardar cada centavo para ter a chance de ir pelo menos um dia para se divertir.

O único problema é que o evento deixa o pior de todos os sentimentos: a tristeza de querer que aquilo nunca mais acabe.

Cobertura por: David Gutierres e Victor Neres
Texto por: Victor Neres
Edição: Breno Santos

A equipe do Café Stile agradece a confiança da organização da Brasil Game Show que, por mais um ano, nos concedeu presença neste evento gigantesco.

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