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Demon Slayer | Episódios 2 a 6: treino, tensão, missão!

©Ufotable/Gotouge Kiyoharu | “Um dos melhores mestres!”

Demon Slayer | Episódio 2 – Sakonji Urokodaki, o treinador <> Episódio 3 – Sabito e Makomo <> Episódio 4 – Seleção final <> Episódio 5 – Meu próprio aço <> Episódio 6 – O espadachim que acompanha um oni

Kimetsu no Yaiba, melhor dizendo, Demon Slayer (como ficou conhecido aqui no ocidente) é uma excelente produção visual feita pelo estúdio Ufotable, que, sem dúvidas, ocupa o status de ser uma das melhores “casas” de animes da atualidade. Embora a história de Tanjiro soe simplória, com os típicos pontos de um battle shounen, o anime ganha (e muito) com a qualidade visual acima da média.

Uma das coisas que mais me impressionam no anime é o seu character design, feito pelo Akira Matsushima, que é extremamente detalhado e atraente. Embora isso já seja um ganho e tanto, a direção de fotografia de Yuichi Terao, aliada a direção de arte de Koji Eto e Masaru Yanaka, deixa toda a ambientação bastante imersiva.

O arco de treinamento 

Em linhas gerais, quando se fala em battle shounens comigo, as partes que eu mais gosto são os arcos de treinamento, principalmente, quando eles são atraentes e bem-arquitetados. De toda essa sequência de episódios, esse mini-arco do treino do Tanjiro foi a parte que mais me chamou à atenção, seja pela imersão maior em detalhes sobrenaturais (como a presença de Sabito e Makomo), seja devido ao ótimo sensei que o Urokodaki é.

É interessante observar como o Sakonji identifica, de imediato, a indecisão do protagonista, que, indubitavelmente, tratava-se de um dos seus maiores sabotadores. Sobretudo, o treino do Urokadaki começa a trabalhar em cima das fraquezas de Tanjiro, o que acaba possibilitando o seu crescimento físico e mental.

Porém, não foi somente graças ao Urokodaki que o protagonista conseguiu se superar, em outras palavras, os espíritos, se assim podemos dizer, de Sabito e Makomo, tiveram uma imensa importância durante o processo. A ambientação com tonalidades escuras passava um sentimento de marasmo ao público, mostrando que tinha algo de errado com aqueles dois.

©Ufotable/Gotouge Kiyoharu | “A Makomo é muito fofa, melhor dizendo, era…”
©Ufotable/Gotouge Kiyoharu | “Sabito conseguiu ser um mestre mais turrão que o Urokodaki.”

A verdade sobre esses dois me abalou um pouquinho, entretanto, para o crescimento do personagem principal, esse tipo de situação já era previsível. Como o anime dispõe da questão sobrenatural em sua essência, espero que o Tanjiro se encontre mais vezes com os dois, pois tenho certeza que ambos têm muitas coisas a passar ainda e, claro, conselhos em momentos difíceis são sempre muito bem-vindos.

O oni mutante e o arco do exame de seleção 

Em síntese, Sabito e Makomo seriam ótimos companheiros para o Tanjiro caso não tivessem sido mortos pelo oni mutante (ô bicho miserável). Podemos falar em “forçar a barra” com o protagonista ganhando do monstro que matou uma geração de estudantes? Sim e não, afinal, se ele ficasse por ali, o anime acabava, em outras palavras, o Tanjiro mostrou-se forte, e meio que ganhar desse monstro foi um passo para a evolução dele também.

O que é destaque para mim é a sequência de animação na luta, principalmente, nos efeitos da espada do Tanjiro – são uns golpes muito legais, por sinal – e também na próprio monstro, pois animar um bicho daquele tamanho sem apelar tanto para o CG é uma coisa rara hoje em dia, uma vez que, até mesmo grandes obras como Shingeki no Kyojin já estão mais adeptas a computação gráfica (vide colossal em CGI).

©Ufotable/Gotouge Kiyoharu | “É bichão, é o que nós conhecemos como poder do protagonismo hehehe!”

Os storyboards do Toshiyuki Shirai estão realmente ótimos no que diz respeito a principal parte dessa luta, que acontece no quarto episódio. Todavia, quando voltamos para o enredo e para o final desse rápido exame de integração, nós somos apresentados aos possíveis futuros companheiros do protagonista, na real, o loirinho já é certo, pois tanto a opening quanto a ending deixam isso escancarado.

É bem notório que ele chega para ser um forte alívio cômico, o que deve deixar algumas situações bem mais divertidas com a Nezuko. Contudo, da mesma forma que surgem aliados, também aparecem possíveis candidatos a rivais, e aquele cara “esquentadinho” que é basicamente um Bakugou daquela era, certamente, deve ser um empecilho bem grande futuramente.

©Ufotable/Gotouge Kiyoharu | “Aôô Bakugou samurai!”
A melhor parte é a primeira missão 

O primeiro trabalho do Tanjiro vem sendo o ápice atual, e já começa a dar largos passos para ocupar o posto de “arco favorito” até aqui (para mim, é claro). O suspense com o sumiço das garotas não é aquele que te deixa agoniado, porém, toda a premissa aliada a ótima ambientação noturna torna esse trabalho do protagonista muito apreciativo.

©Ufotable/Gotouge Kiyoharu | “Sinto cheiro de treta!”

Particularmente falando, eu amo sequências que envolvam mistérios, investigações, e uma “pitada” de curiosidade, fatos que levam Sherlock da BBC a ser uma das minhas séries favoritas da atualidade. Embora tudo isso contribua para a experiência, a parte que mais me agradou foi o recente team work que o protagonista fez com a sua irmã, Nezuko, algo que já era esperado, mas que não deixou de ser empolgante.

Uma temporada de “amorzinhos” 

Embora a temporada de primavera já conte com a Nanako de Senryu Girl para esse posto, a Nezuko é uma forte concorrente, pois seu carisma, mesmo sem falar nada, é alto demais. A personagem é divertida, e aparece em momentos oportunos para a comédia, que, conseguem “quebrar o gelo” pós-momentos de tensão.

Em linhas gerais, Demon Slayer é muito bom visualmente, porém, o “divisor de águas e opiniões” é o seu roteiro que é simples e bastante previsível. Embora isso não me incomode tanto, é um fato que muita gente leva em consideração, principalmente, quem já dispõe de bastantes animes assistidos na conta. Vale ressaltar também que os acontecimentos parecem corridos demais, porém, o tempo é um “inimigo”, levando em consideração que a obra terá 26 episódios.

Felizmente, Demon Slayer não chega para ser um “anime infinito” que tem de esperar quinze episódios para ter um bem-animado (oi Boruto), é algo que chega para ser pontual e trabalhado, visualmente falando, de uma forma muito mais decente que o normal.

Nota: A – Brownie de chocolate com calda de caramelo
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©Connect/Masakuni Igarashi | “Esses episódios recebem o selo de aprovação da Kino”

Demon Slayer está em simulcast pelo serviço de streaming Crunchyroll.

Caiu de paraquedas aqui e não sabe do que o anime se trata? Leia as nossas Primeiras Impressões e descubra mais sobre: Kimetsu no Yaiba.

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