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Goblin Slayer | Episódios 8 a 10: em ritmo de slice of life

©White Fox/Kumo Kagyu | “A grande surpresa e o grande destaque”
Goblin Slayer | Episódio 8 – Sussuros, e orações, e cantos <> Episódio 9 – Lá e de volta outra vez <> Episódio 10 – Cochilo
Massa: as simples resoluções de uma batalha sangrenta e o macho sem armadura 

Que o episódio sete foi frenético, não há dúvidas. Entretanto, contrapartida a isso, chega o episódio oito com uma calmaria sem igual. De fato, a “morte” do Goblin Slayer no episódio anterior não foi de muito peso. Eu digo isso pois sabia que eles dariam algum jeito de curá-lo. Quem diria que dormir com uma virgem resolveria os problemas, certo? Foi bem simplória a solução.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Olha, até que ela é fofinha!”

Outro detalhe curioso é que finalmente o protagonista apareceu sem elmo e armadura; ainda que continuemos sem conhecer seu rosto por completo. O que gerou surpresa no telespectador, parece ter sido algo normal para os outros personagens; vide que ninguém pareceu surpreso por ele estar sem o elmo e os adereços. Achei que seria um alvoroço: principalmente da sacerdotisa.

Cobertura: o passado do protagonista, seu surpreendente mestre, dilema existencial, e Goblin Slayer no país dos espelhos

Ainda no episódio oito, foi interessante o destaque que deram para o passado do protagonista. O que aconteceu com as pessoas ao redor dele foi realmente pesado; tal fator explica seu ódio para com os goblins. Agora, fiquei surpreso ao saber que o mestre do Goblin Slayer trata-se de um goblin de outra espécie.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Uma criança traumatizada…”

Não sei se ele é adepto da filosofia de que para derrotar um inimigo, é preciso conhece-lo de perto; ou é mais uma artimanha do roteiro mesmo. De qualquer forma, eu achei bem notável. O flashback também o expôs como uma criança insegura; na realidade, até hoje essa insegurança paira sobre ele. Fato é que o trauma foi realmente devastante.

Convergente a isso, há o episódio dez, que, trouxe um dilema existencial da Cow Girl e do protagonista. A ruivinha, como é popularmente conhecida aqui no Café Stile, imagina o que será do GS quando ele envelhecer ou ficar incapacitado de enfrentar goblins.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Uma típica crise existencial…”

Esse dilema/busca para entender a razão da existência, aproximou os personagens de um realismo muito bom. Quem nunca se questionou sobre o que vai ser no futuro, certo? Essa “humanizada” que deram encaixou muito bem ao passing que o episódio se propôs.

Voltando ao arco das águas

O que não me agradou foi a resolução do caso do esgoto. Particularmente falando, queria ver um massacre para cima daquela criatura que machucou a sacerdotista no episódio sete. Porém, após acharem um espelho-portal, apenas jogaram cimento em cima dele e o afundaram no rio. Outra solução simplória; até demais.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Espiada, é você? Sim, se você já viu Apenas um Show, entendeu a referência”

Essa aventura no país dos espelhos também trouxe um inimigo estranho. O espiada um olho gigante bizarro. A luta foi normal e não teve nada demais. Mais uma vez, o destaque ficou para o trabalho de equipe, todavia, já estamos saturados de saber que essa equipe manda muito bem – padrão Vingadores.

Recheio: a tática da farinha, o passado da Sword Maiden, e uma mudança nos acontecimentos 

Eu deixei para falar da tática da farinha nesse tópico, pois foi o que mais me agradou naquela luta com o olho gigante. Quanto engenhosidade, hein? Indubitavelmente, mais cômico foi ele pedindo para o pessoal da guild viajar só para entregar um saco de farinha para ele.

Falando da tática em si, isso prova ainda mais o quanto GS consegue ser frio e calculista em momentos tão importantes. Essa tática era oito ou oitenta. Ou dava certo, ou todo mundo explodia junto.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Farinha e explosão!”

Mas, de fato, o que me foi notável nesses três episódios, é o passado da Sword Maiden. Sim, há toda uma obscuridade em seu pretérito. Ademais, é mais um caso de estupro – coisa comum nesse universo de Goblin Slayer. Apesar desse passado perturbador ser um ponto interessante, o lado “mais um estupro” tirou um pouco do impacto; se fosse algo mais pesado, poderia ter sido mais convincente.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Um passado obscuro que você quer?”

Outrossim, soubemos o porquê ela chamou os aventureiros na cidade e qual era a utilidade daquele crocodilo no esgoto. Todo o drama dela falando dos sonhos e a moral da história; quando o GS diz que viria salvá-la até mesmo em seus sonhos, foram os pontos altos dessa conclusão de arco.

Mudança de acontecimentos? 

Essa calmaria parece estar ficando de lado, afinal, o último frame do episódio dez mostrou algo perturbador. Passos? Obviamente de goblins. Eu não sei se a informação procede, entretanto, soube de leitores da light novel (friso aqui que eu, este humilde redator, não leio) que esse arco das águas é depois do arco que está por vir agora, que é o da fazenda, no material original.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Posso pressentir, o perigo e o caos…”

O que isso quer dizer? Que algo muito bom está sendo preparado para nós, meros apreciadores de goblins se ferrando.

Foram três episódios calmos, cômodos e silenciosos, entretanto, saber mais sobre os personagens é sempre um tempo bem gasto. Sobretudo, o próximo arco promete, isso é fato!

Nota: B – Red Velvet 

©CloverWorks/Hajime Kamoshida | “A Koga só queria ver mais goblis se fodendo…”

Goblin Slayer está em simulcast pelo serviço de streaming Crunchyroll.

©White Fox/Kumo Kagyu | “Como ela diria… Fiquem com uma piscadinha, né… “

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