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Gotoubun no Hanayome | Episódios 2 e 3: a Best Girl aparece!

©Tezuka Productions/Haruba Negi
Gotoubun no Hanayome | Episódio 2 – Declaração no Telhado <> Episódio 3 – Uma Montanha de Problemas

*Nota: Gotoubun no Hanayome está sendo acompanhado quinzenalmente, ou seja, a cada dois episódios; uma análise.


Primeiramente, sejam bem-vindos às análises quinzenais da comédia romântica Gotoubun no Hanayome! Como consta nas primeiras impressões da equipe do Café Stile, eu acompanho o mangá desde antes de sua “serialização”; guardo, portanto, muito carinho para com a obra. Conto com vocês para acompanharmos de perto essa adaptação.

Sobre o enredo

O episódio dois, a princípio, introduz-nos, através do teste aplicado, ao conflito principal da trama — a incrível falta de motivação e capacidade nos estudos presente nas gêmeas Nakano. Com a finalidade de mudar essa situação, o protagonista, claramente, se esforça bastante, embora, ao menos em primeiro momento, mais pelo dinheiro do que por qualquer outro motivo nobre. O problema é que nenhuma das garotas aparenta estar séria em relação a isso; muito pelo contrário, na verdade.

Como resultado, temos o início da estrutura básica desse início da narrativa: o foco primariamente individual em cada quíntupla. E a decisão do autor de começar logo com a Miku foi bem inteligente. Isso porque ela é a heroína com personalidade mais legal do mangá, sendo merecidamente a mais popular entre os fãs. Diferentemente dos arquétipos tradicionais de haréns — tsunderes, onee-sans, senpais e assim por diante — ela é divertida e fofa, ainda que calma e fechada. Certamente um ótimo contraste.

A Miku passou, inclusive, por seu primeiro desenvolvimento. Seu interesse pela história medieval japonesa, aliada à perseverança do Fuutarou, a fez ser a primeira que legitimamente quer participar das sessões de tutoria. A insistência dele, aliás, é uma qualidade imprescindível para qualquer docente, seria interessante se em algum momento a obra explorasse ele desejando seguir essa área.

Já o terceiro episódio, seguindo essa linha, passou a explorar Nino, a irmã que vem se mostrando mais problemática que o normal. Contrastando com a Miku, ela passa longe de esbanjar simpatia. Acho sua insistência em impedir que as irmãs interajam com o protagonista bem forçada por enquanto. É daquelas tsunderes nada moderadas. Pelo menos ela protagonizou cenas bem cômicas.

Sobre a adaptação

Até o momento, o conteúdo em si está sendo adaptado fielmente, sem alterações significativas — nesses três episódios chegamos ao capítulo seis, um ritmo aceitável. O problema mesmo, para mim, é a produção em geral, especialmente, no episódio três. O storyboard continua um copy/paste do mangá e a animação continua estática, mas não foi isso que me incomodou.

Eles simplesmente não estão conseguindo traduzir bem a arte do mangaká Haruba Negi para o anime. Para exemplificar, temos a imagem abaixo:

©Tezuka Productions/Haruba Negi

A situação requeria uma expressão debochada e sarcástica, como no mangá, mas no anime a garota parecia estar apaixonada; isso se não fosse o competente trabalho de dublagem.

No geral, o que mais chama atenção visualmente é o encerramento, cuja bela ilustração foi feita pela Aoi Umeko, também responsável pelas ilustrações da ending de Hanebado.

Entretanto, esses probleminhas visuais não devem incomodar tanta gente assim. Até o momento, estão conseguindo manter a obra bem divertida de assistir. Espero que seja assim do início ao fim. Obrigado por ler, e até a próxima análise!

Nota: B – Red Velvet


©CloverWorks/Hajime Kamoshida | “Seria tão mais legal se fosse a staff de Kaguya-sama…”

Gotoubun no Hanayome está em simulcast pelo serviço de streaming Crunchyroll.

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