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The Promised Neverland | Episódio 5: o gado, o trapaceiro e o traidor

©CloverWorks/Kaiu Shirai/Posuka Demizu | “Que filho da mãe”
The Promised Neverland | Episódio 5 – 301045

*Nota: The Promised Neverland está sendo acompanhado semanalmente, ou seja, toda semana haverá uma análise.


Mais uma semana chegando ao fim e, com ela, chega a análise do episódio cinco de The Promised Neverland. Onde tivemos muitos diálogos interessantes acerca do traidor e sobre os mistérios que rondam aquela casa. Então, fique aqui comigo para analisarmos o que de melhor aconteceu essa semana.

O diálogo

O episódio se situa exatamente onde terminou o anterior. Com o questionamento de Norman para com o Ray a repeito dele se o traidor. E realmente é confirmado neste episódio. Porém, metade do episódio foi só com a conversa entre Ray e Norman; sobre toda essa situação. E foi muito bom, na minha visão.

Tivemos aqui diálogos interessantes. Demonstrando que nada é por acaso. As ações representadas por Ray têm seu fundamento. Neste jogo, a guerra psicológica no âmbito da inteligência se faz necessária.

Ademais, esta conversa expõe situações que podem muito bem ser aplicadas em certos momentos da nossa vida, por exemplo, até onde você está disposto a ir para conseguir o que quer, mesmo isso afetando as pessoas em sua volta? É uma questão interessante, onde você vai fazer alguém sofrer mas dará alegrias no futuro para eles.

Prosseguindo

Essa situação de você estar disposto a tudo, me lembrou o enredo do game Heavy Rain, onde escolhas têm que ser feitas. Tratando o quão longe você está disposto a ir para salvar quem você gosta. Se não jogou este game, recomendo, pois as situações lá tratadas se aplicam aqui também.

Ao mesmo tempo que as circunstâncias nos fazem pensar se Ray estava certo ou não, as atitudes dele perante ao Norman; no sentido de deixar o plano da Emma de salvar a todos para trás e seguir somente o plano de salvar apenas algumas pessoas, se torna interessante. E joga uma pressão psicológica em cima do garoto de cabelo branco.

Além disso, o jogo duplo de Ray é bastante válido, uma vez que, esse pacto com a Mamãe lhe dá benefícios/presentes para entender como funciona o mundo exterior. Esta duplicidade é incrível, onde podemos ver as situações por outra ótica e entender algumas situações que pareciam bobas, como o coelho da Conny estar em cima da mesa. A preocupação de explicar detalhes que, para muitos poderiam ser fúteis, faz desse episódio o melhor; na questão da psicologia e inteligência dos personagens.

Emma e a confissão de Norman

Após o extenso diálogo, tivemos a conversa entre o trio de protagonistas da obra. A revelação de que ele era o traidor para Emma foi assim do nada, e até ela fica sem entender nada. Totalmente perplexa. É meio incoerente, visto que ele havia dito para não contar nada a Emma sobre isso. Mas ok né, e como diria o narrador Milton Leite, segue o jogo ou siga la pelota.

Porém, uma situação que eu pensei que poderia ser desenvolvida, infelizmente não foi, pelo menos por agora. Vemos que quando Ray conta sobre a traição, Emma questiona ele sobre os rastreadores e sobre ele ser o responsável por mandar as crianças mais cedo para o abate.

Meu amigo, devo dizer que pensei que ia rolar uma treta pesada, pois ela não quer perder ninguém, e isso abalaria demais a confiança de Emma para com Ray. Mas infelizmente isso não foi desenvolvido, apesar de eu achar que ele tem culpa no cartório.

Não para por aí 

Já no final do episódio, vemos que Emma e Guilda vão voltar a vigiar os passo da mamãe e elas meio que descobrem, que, por volta das 8 PM, ela desaparece e não esta em nenhum lugar da casa (um recurso de roteiro bem fajuto hein, mas beleza).

E ainda descobrem que existe uma sala secreta. Como descobriram isso? Não faço ideia, mas queria que essas situações fossem mostradas, para que pudêssemos acompanhar melhor o desenrolar da história. Foi uma informação tacada para simples aceitação. Fazer o que né?

Ademais, temos lá uma uma mini discussão entre Don e Ray: a respeito de encontrar pistas sobre a Mamãe no quarto dela. Aí conversa vai, conversa vem, Don, full pistola com ele, desse pelas escadas junto a Guilda; indo até o escritório da mamãe.

Após vasculharem, descobrem a tal sala secreta, porém, está trancada. Além disso, a porta do escritório se abre devagar e não revela ninguém, pois o episódio acabou.

Em linhas gerais

O episódio foi bem legal, pois entendemos melhor toda aquela situação e o pacto firmado entre Ray e a Mamãe. Apesar de haver outros mistérios acerca desta relação, as explicações dadas foram bem plausíveis e interessantes.

Tirando algumas situações jogadas; como a sala secreta e o desaparecimento em determinada hora da Mamãe (que foram erros graves, na minha opinião, de não mostrarem isso em tela); o resto foi bem-explicado e começamos a entender melhor o que ocorre por ali.

E o gancho dado no final do episódio foi bom, mas não me atiçou a curiosidade, pois eu deduzo que quem entrou ali não foi a mamãe. Pelo menos é o que eu acho. Posso estar totalmente enganado. E espero que sim.

Nota B – Red Velvet


©CloverWorks/Hajime Kamoshida | “A Koga representa minha expressão perante algumas coisas neste episódio”

The Promissed Neverland está em simulcast pelo serviço de streaming Crunchyroll, e também pelo HiDive.

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