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O melhor (e o pior) da Temporada de Outono 2018

©P.A. Works/Toshiya Shinohara | “Hitomi e seu lindo olhar!”

É verdade que já iniciamos a Temporada de Inverno 2019. Entretanto, reunimos grande parte de nossa staff para falar sobre o que eles acharam de melhor e pior na Temporada de Outono 2018. Pegue sua xícara de café, e fique à vontade.


Breno Santos – CEO do Café Stile 
©Lay-duce/Takahiro | “Minha waifu do ano!”
Melhor da temporada: Release the Spyce

Esse aqui foi minha maior surpresa e, com certeza, merece esse destaque. O anime começa de um jeito simplório, porém, a cada episódio foi ficando mais interessante. Personagens cativantes, atmosfera envolvente e, o que de fato me comprou, um dos melhores; ou o melhor plot twist que tivemos no ano de 2018.

A trilha sonora também foi um dos pontos a se levar em consideração, pois os ritmos psicodélicos eram empolgantes e conseguiam colocar o telespectador no clima dos embates.

Segundo melhor da temporada: Zombieland Saga

Eu não dava nada por esse anime. Porém, quando resolvi assisti-lo, risadas e mais risadas me preencheram enquanto eu apreciava a produção. Além disso, o enredo traz personagens com ótimos desenvolvimentos e uma alternância grandiosa entre uma ótima comédia e um drama satisfatório.

Dá próxima vez, vou aprender a não subestimar animes de idols zumbis somente pelo visual e plot comumente bizarros. Afinal, os animes mais descrentes costumam ser as maiores surpresas.

Pior da temporada: My Sister, My Writer

Não tem como deixar essa abominação de fora desse título. Particularmente, eu gostei menos ainda de Ulysses, porém, como não o terminei, acho justo falar apenas de obras que eu concluí. Esse anime é o estereotipamento de todos os clichês possíveis que dizem respeito a irmãzinhas.

Não obstante, sua animação horrenda e trilha sonora pessimamente dessincronizada não acrescentam em nada no que diz respeito à vontade de assistir isso.


Marcelo Almeida – Redator do Café Stile 
©TROYCA/Nio Nakatani | “Que linda!”
Melhor da temporada: Yagate Kimi ni Naru (Bloom Into You)

A melhor forma de explicar minha relação com Yagate Kimi ni Naru seria dizendo que eu realmente me apaixonei pelo anime; ao ponto de me pegar deixando o celular de lado para poder dar atenção ao que estava acontecendo em cena.

O romance teve um carisma muito bom para mim, sem forçar muitos as coisas ou cair em fetiches do gênero, mas o que me deixou mais impressionado foi o desenvolvimento das personagens, em especial, da Nanami.

A aprendizagem que cada um passa, além da maneira como a obra consegue expor seus pensamentos e ideias, foi, de longe, o que me manteve mais atento a tudo o que estava acontecendo ali, principalmente, graças a uma direção que conseguia pontuar bem cada momento. Poetizando as cenas e ações de forma que a emoção ficasse ainda mais presente.

Essa, literalmente, romantização com que o anime tratou as personagens, foi o que fez Yagate Kimi ni Naru ser um dos animes mais gratificantes de acompanhar para mim nessa temporada em questão.

Segundo melhor da temporada: SSSS.Gridman

Com uma proposta que eu não dava nada, junto de uma temática que não é muito do meu agrado (Mecha), SSSS.Gridman se mostrou uma bela surpresa, e conseguiu chegar ao ponto de me fazer considerar ele como isso, o segundo melhor da temporada.

A história tem um clima envolvente, que, vai aos poucos sendo desenvolvida junto de um ambiente misterioso, fazendo com que cada episódio acaba sendo bem interessante. Os personagens também são outro grande destaque, trazendo um carisma dinâmico que vai te prendendo aos poucos.

A vilã, Akane, foi um dos grandes achados para mim dentro da obra, já que hoje em dia é difícil encontrar algum vilão que te faça “amar” odiá-los. Ela conseguiu esse feito comigo, com uma personalidade excêntrica, que foi me cativando aos poucos.

Se não fosse por alguns critérios de gosto, SSSS.Gridman poderia ser até mesmo o melhor da temporada para mim; em visita de como foi divertido acompanhar o anime.

Pior da temporada: Ulysses: Jeanne D’Arc to Renkin no Kishi

Confesso que já assisti coisas piores, mas dentro da temporada, esse foi o pior anime para mim. A proposta parecia, inicialmente, querer seguir aquela linha de “a verdade por trás da história”, retratando o período da guerra dos cem anos com um olhar mais místico e fantasioso; mas que foi se perdendo aos poucos, para não dizer que já começou perdido.

Essa mistura entre fato e personagens históricos com magia não consegue se estruturar bem, e no final você tem, literalmente, um show de loucuras, com naves espaciais, criaturas gigantes e Deuses se enfrentando. Os personagens também não têm muito carisma, o que só piora mais a situação quando você passa a perceber que boa parte foi deixado de lado, ou esquecido a troco de quase nada.

Aqui já entra uma questão de gosto, mas a relação entre os dois protagonista foi a cereja do bolo para me fazer considerar a experiência geral com a obra bem mais negativa do que positiva, onde a representação da Jeanne através de um loli (irritante), faz com que um dos principais pilares do anime, no caso, a dita santa, fosse jogado fora a troco de um possível fã service.


Matheus Boruto – Redator do Café Stile
©White Fox/Kumu Kagyu
Melhor da temporada: Goblin Slayer

Gostei por conta do enredo. Me lembrou, a todas as horas ou mesmo dias de jogatina direta em um RPG.
Além do mais, o visual do anime; o Gore, no geral, ficou muito bom, chamou à atenção. Trilha sonora com uma semelhança à ópera… tudo isso me encantou, afinal, para um viciado em RPG’s, esse anime é maravilhoso.

Segundo melhor da temporada: Zombieland Saga

É hilário! Eu adoro animes de idols e esse é o mais diferente que vi. Não tenho nada para falar da animação, é bem padrão, mas o roteiro é engraçado, você se diverte com coisas bobas e se entretém com incríveis músicas. Se Goblin Slayer não tivesse aparecido, com certeza, esse estaria em primeiro lugar.

Pior da temporada: My Sister, My Writer

A animação é horrenda. O enredo não é ruim, a trilha sonora também não, mas era insuportável assistir aquela deformidade. Porém, novamente, se quiser assistir pelo enredo, à vontade, mas é quase impossível não notar as bizarrices em tela.


Jacó Neto – Redator do Café Stile 
©Trigger/Akira Amemiya
Melhor da temporada: SSSS.Gridman

A maior qualidade desse simples (à primeira vista) anime de robôs e monstros gigantes é, indubitavelmente, sua incrível direção visual. Através de suas inspiradas construções de cena – até a disposição dos objetos e das pessoas no cenário tinham alguma utilidade fundamental para a apreciação da obra – o diretor, Akira Amemiya, executou uma linda homenagem a tokusatsus e animes mechas antigos.

Isso, ao mesmo tempo que desenvolvia com desenvoltura o psicológico da personagem principal Akane. Foi, portanto, uma obra digna do nosso querido estúdio Trigger.

Segundo melhor da temporada: Zombieland Saga

Como eu adoro essas obras que, não ironicamente, esbanjam criatividade! O anime, além de conseguir a proeza de juntar idols com zumbis; duas temáticas de teores totalmente diferentes, o fez de forma extremamente divertida. É aquele anime despretensioso cujo objetivo é pura e simplesmente ser cool – e devo dizer que ele foi executado com sucesso.

Ademais, a produção, especialmente sonora, ficou boa, tendo, para ilustrar, a dublagem insanamente espetacular do personagem Koutarou.

Pior da temporada: Goblin Slayer

Antes de mais nada, eu quero deixar claro que essa posição só não fica com o “bugado” ImoImo pois acabei não aguentando e “dropei”. Achei mais justo, no entanto, falar do que menos gostei entre os completados.

Bom, diferentemente de muitos, minha crítica a essa história não se refere necessariamente às cenas de abuso sexual e fã service – apesar de que também não me agradaram. O que tornou esse anime tão sofrível para mim foi, basicamente, a incompetência notada na estrutura de seu roteiro. A narrativa carece de uma trama central clara, ao passo que também não é episódica.

Não bastasse isso, os personagens são rasos e sem carisma. Para finalizar, com exceção do design da armadura do protagonista, a identidade visual é medíocre e genérica. Pelo menos as piadas com a tara do Goblin Slayer por goblins eram divertidas.


Gabriel Perianez – Redator do Café Stile 
©CloverWorks/Hajime Kamoshida
Melhor da temporada: Bunny Girl

Com certeza, o melhor da temporada e o que mais surpreendeu, pois antes da estreia, parecia ser algum ecchi normal com aquela pitada de harém. O enredo se divide em vários arcos, o que se mostrou bom, menos o arco da irmã da Mai, porém, o primeiro arco se mostra o melhor. A série fecha com o arco da Kaede, que, foi muito bem desenvolvido. O protagonista é um caso à parte por ser um excelente quebrador de clichês. Fico ansioso para o filme que fechará mais um arco.

Segundo melhor da temporada: Goblin Slayer

Com um primeiro episódio chocante, Goblin Slayer, apesar não de manter o mesmo hype do início, se mostrou uma obra muito boa; mesmo com algumas censuras em relação ao mangá. O protagonista é frio e faz o que tem que ser feito. Mesmo assim consegue seguidores que o ajudam em suas missões. O anime acerta em não manter as cenas de estupro, que no mangá acontecem constantemente.

Pior da temporada: Conception

A sinopse já era um tanto bizarra, porém, mesmo assim, decidi dar uma chance. Os personagens são horríveis, não há um que se salve, o desenrolar da série é muito chato e previsível, os momentos de luta que poderiam ser proporcionados foram bem ruins. Conception foi aquele anime que eu pensava toda semana se deveria ver mais um episódio.


Éder Rodrigues – Redator do Café Stile
©Doga Kobo/Kanko Nakamura | “Hai hai, Misha-chan!”
Melhor da temporada: UzaMaid!

Eu nunca imaginaria que um anime com uma premissa tão doida e diferente quanto essa, estaria na minha lista como o melhor. Provavelmente, pela sua sinopse, muita gente fugiu, temendo ser algo bastante controverso e polêmico, porém, não há nada disso.

Tudo sobre Uchi no Maid ga Uzasugiru! (UzaMaid) é absurdo. Desde o seu cenário, até o humor negro. Há alguns momentos questionáveis, mas eu gostaria de salientar que UzaMaid tem muito mais a oferecer com seu estilo de comédia ao invés de ser uma isca de lolicon. O humor é baseado no absurdo, então levá-lo a sério não é recomendado. Este estilo de comédia funciona por causa de quão insano, impetuoso e desdenhoso é o anime.

Segundo melhor da temporada: Bunny Girl

Com um enredo direto “e reto”, a história gira segue Sakuta Asusagawa, que conhece garotas com Síndrome da Adolescência, e deve ajudá-las a superar sua instabilidade emocional para salvá-las. É uma doença fictícia que pode causar uma série de problemas para os jovens. Esta síndrome é sobre alguns fenômenos sobrenaturais que acontecem a eles.

Esse anime aborda diferentes situações que acontecem no ensino médio. A propagação de alguns falsos rumores é um exemplo, no entanto, esse anime enfatiza essas situações alternando o efeito “mental” sobre a vítima em efeito “físico”, de alguma forma, como uma metáfora. Isso que o torna grandioso.

Pior da temporada: Ulysses: Jeanne D’Arc to Renkin no Kishi

A obra, basicamente, trata de uma releitura e reinterpretação da vida de Jeanne D’Arc com Montmorency como o foco narrativo do anime, onde ele quer parar a guerra dos cem anos e recuperar seus amigos após sete anos de tentando fazer a Pedra Filosofal. Mas qual seria o problema do anime? Vou basicamente citar três: enredo, personagens e animação.

O enredo, em primeiro lugar, parece ter um problema sério com o ritmo. É incrivelmente ruim, mas principalmente apressado; para dizer o mínimo. As coisas acontecem rapidamente, sem aviso e isso tem um efeito péssimo.

Os personagens nesse show são, simplesmente, terríveis, clichês e chatos, principalmente, o protagonista. Sobre sua animação, eu descreveria como o meme do Goku: porcaria. Enquanto o estilo de arte é até que legal, a animação em si é apenas ruim. Cortes, fotografia instável e CGI realmente horrível. Isso torna as cenas de luta sem brilho. Há momentos em que a animação parece boa, mas eles são poucos e distantes entre si.

No geral, não recomendo essa atrocidade, que, sinceramente, não sei como virou anime. É tanto erro, tanta falta de critério.


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©Madhouse/Kugane Maruyama | “É assim que Onee-san gosta… voltem sempre!”

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