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Pokémon: o aterrorizante episódio da Sabrina

©OLM/Satoshi Tajiri

Estava eu, no auge dos meus 7 anos de idade, me dirigindo à televisão para ligá-la. Era o horário em que passaria a TV Kids na Rede TV. Para os que não tiveram a chance de conhece-la, era lá que estavam obras míticas como Super Onze. Mais importante ainda: era lá que Pokémon passava na minha época. Sem dúvidas, era isso o que mais me instigava a assistir ao quadro.

Anteriormente, mais especificamente no episódio passado, eu havia me emocionado com a bela despedida do Butterfree. O que será que me aguardava e me faria empolgado hoje? Bom, eu certamente não imaginava que iria assistir a um episódio com ares de ocultismo, que, a propósito, contava com uma boneca satânica — e morro de medo até hoje de bonecas satânicas!

©OLM/Tajiri Satoshi | “O sangue de Jesus tem poder, faz o satanás tremer e o inferno estremecer.”

O episódio 21 de Pokémon, cujo título é “Abra e o Show de Paranormais“, narra a ida de Ash em busca da insígnia do ginásio de Saffron. Assim, acabou tendo de confrontar sua líder, a emblemática Sabrina. O maior diferencial desse arco foi a inserção de Pokémon e humanos com poderes psíquicos, que acabariam por gerar algumas das situações mais sinistras de todo o anime.

A princípio, somos apresentados a uma garotinha misteriosa que se encontra com nossos protagonistas. Apesar de aparentar ser inocente, sua presença certamente traz uma sensação bem desconfortável, em parte por nunca termos acesso à visão dos seus olhos, encobertos pela sombra de um chapéu.

Prosseguindo

Ao chegarem ao ginásio, conhecem sua líder, uma garota extremamente fria e séria, o que acaba impactando por não termos personagens assim até aquele momento. Também descobrem que a garotinha e Sabrina são representações da mesma pessoa (mind blowing absurdo). Não bastasse isso, ela ainda evolui, espontaneamente, seu Pokémon e transforma os personagens em bonequinhos após vencer a batalha. O ar sombrio em volta dela só crescia, e fomos apresentados a certos nuances de seu triste passado. Admito que não consegui dormir muito bem naquela noite.

Ash e seus amigos conseguem, eventualmente, contornar isso em episódios posteriores. Entretanto, o episódio seguinte, focado em uma casa assombrada e Pokémon fantasmas, não foi lá dos mais agridoces. Já o terceiro e último episódio desse… mini-arco? Foi bem mais pra cima do que os outros. Os problemas foram solucionados, a Sabrina superou seu passado, obtendo alegria e divertimento graças ao Haunter (que Ash conseguiu na casa assombrada). A criança/boneca que representava seu antigo eu sai de cena.

©OLM/Tajiri Satoshi | “Nada mais reconfortante que um sorriso após a tempestade :D”

Isso, porém, não conseguiu apagar um dos sentimentos mais “Coragem, o Cão Covarde” de toda a minha infância. Esse episódio, junto com o do pico da donzela, foram os que me marcaram como mais assustadores da franquia Pokémon.

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