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Pokémon: o spin-off Origins é a adaptação que todo fã sempre quis?

©OLM/Production I.G./ Xebec

E ai galera, Tranks? Éder aqui (onde foi que eu já ouvi isso hein?), para mais um post. Todos nós sabemos que Pokémon é uma franquia que estará eternizada, seja para nós, “Pokémaníacos” ou para qualquer pessoa; que de alguma maneira, já ouviu falar desta franquia. Mas olhando para o anime de Pokémon, percebemos que; ainda faltava algo na franquia. Algo que realmente fosse fiel aos jogos, uma adaptação que seguisse as linhas narrativas dos games.

Eis que em 2013, é lançado uma minissérie animada: que justamente une o saudosismo e a nostalgia dos primeiros jogos de Pokémon, com pequenos incrementos e diferenças; que veio a nos proporcionar algo único. E o seu nome é: Pokémon Origins.

Trama Central
©OLM/Production I.G./ Xebec/ “Temos que pegar…”

O enredo de Origins é baseado nos jogos Pokémon Red e Green (no ocidente, Red e Blue), porém, contém elementos de outros jogos da franquia como: FireRed e LeafGreen (as artes e as sprites, ou seja, a estética dos games) e alguns pequenos detalhes de HeartGold e SoulSilver. A jornada segue as viagens de Red como protagonista, com o objetivo de completar a pokedéx e a sua rivalidade com  Blue (ou Green), assim como é nos jogos.

O anime é exatamente igual aos jogos; com barra de energia, o Pokémon voltando automaticamente após esta barra se esgotar, e ao derrotar o líder de ginásio, o ganho do TM (que é um item que faz o Pokémon aprender um movimento que naturalmente não pode aprender). Quem é fã dos jogos raiz, vai se sentir, digamos, realizado com esses pequenos detalhes dos jogos neste anime.

©OLM/Production I.G./ Xebec

Uma coisa que temos que enfatizar aqui, é toda a caminhada do protagonista para alcançar o seus objetivos. É basicamente a mesma coisa do Ash no anime de Pokémon, só que Red usa mais a cabeça (estou sentindo um cheiro de treta) que ele. Aqui, vemos o protagonista de Origins usar estratégias para ganhar a batalha. É uma ideia que parece ser bem-óbvia, porém, infelizmente, Ash não usa com frequência, muito pelo contrário.

O protagonista da série principal, ganha muita das batalhas pelo puro protagonismo, usando Pokémon que tem desvantagem clara (quem não lembra da batalha entre Charizard do Ash contra o Blaistoise do Gary?). Red também ganha as batalhas por ser o protagonista dos jogos, mas aqui, pelo menos, há uma justificativa plausível para isso: o uso de estratégias, como havia mencionado anteriormente.

A Mega Evolução introduzida
©OLM/Production I.G./ Xebec/ “Incrível”

Pokémon Origins tem tantas coisas que merecem destaque. Como a introdução da megaevolução; mesclando a nostalgia de Kanto, com o novos conceitos (já que esse anime foi exibido um pouco antes do lançamento dos jogos Pokémon X e Pokémon Y, onde essa mecânica da megaevolução foi introduzida), e fazendo aquela ponte para 6ª geração dos monstros de bolso. Meus caros leitores, a megaevolução foi uma das melhores mecânicas que a Pokemon Company já pensou para a franquia nos últimos tempos; e muitas pessoas curtiram essa nova ideia de evolução para determinados Pokémon. Eu achei isso do cara***.

A relação estabelecida aqui entre Red e o seu Charizard, para que se possa ativar a mega evolução, é sensacional. Sua animação empolga, e realmente você observa que ali, no anime, é feita uma construção de relacionamento desde o primeiro episódio; de como ambos os personagens nutrem realmente uma grande amizade.

©OLM/ Production I.G./ Xebec/ “Olha a imponência!”
Temáticas mais tensas
©OLM/Production I.G./ Xebec/ “Quem é fã, saberá o que significa”

Um dos grandes pontos positivos de Pokémon Origins, na minha visão, é falar de temáticas mais sérias. Retratando fielmente esta questão que temos nos jogos, principalmente, no caso da Cidade de Lavander. Para quem não sabe, Lavander é uma cidade que tem toda uma mística em volta dela, pois existe uma torre, no centro da cidade, onde são enterrados os Pokémon; sejam de treinadores ou não.

E se nos jogos, era uma situação um tanto quanto bizarra e aterrorizante, no anime amplificou isso a um nível maior. Aqui, dispomos da história do Cubone, um jovem Pokémon que teve sua mãe (uma Marowak) morta por um membro da Equipe Rocket, depois dela defende-lo de ser capturado por eles.

©OLM/Production I.G./ Xebec/ “História pesada”

Percebemos uma situação, retratada no episódio 2 de Pokémon Origins, bizarra. Ao mesmo tempo, mostra o quanto este anime não suavizou em nada na sua adaptação dos jogos para a TV. A morte aqui é tratada de forma espontânea e explícita, como algo corriqueiro e que faz parte do ciclo da vida, porém, assim como na vida real, não deixa de ser igualmente triste e inesperado.  E é um dos pontos positivos para Origins, em relação ao anime original de Pokémon.

Um episódio dessa adaptação já é o suficiente para percebermos o quanto maduro ele é; sem perder a essência do que é ser Pokémon. O grau de realidade e a sensação de ser algo humanizado, que pode acontecer na vida real, é o que a galera pede. Praticamente há anos para ter no anime.

Qual é a conclusão que chegamos sobre Pokémon Origins? 
©OLM/Production I.G./ Xebec/ “Briga, Briga”

É inegável que, qual seja a adaptação de Pokémon para anime, agradará alguns, e desagradará outros (pois gosto não se discute, mas sim se debate). Origins agradou ao fã saudosista da franquia que assistiu quando era jovem, lá no inicio dos anos 2000, e que hoje em dia, já é um adulto. No MyAnime List (site especializado em informações de animes e mangás e avaliações dos usuários), Pokémon Origins está com uma ótima avaliação com uma média de 7,9/10.

Isso é maior que qualquer nota de todas as adaptações do anime dos “monstrinhos de bolso”. E tecnicamente empatado com as avaliações de Pokémon XY&Z (que possui uma nota de 7,8/10), que também tem uma pegada mais séria, e com uma temática adulta; e isso nos mostra o quanto o fã de Pokémon estava “órfão”, por assim dizer, de uma adaptação mais séria na animação.

Continuando… 
©OLM /”Poster da atual temporada de Pokémon Sun e Moon”

Uma coisa que devemos enfatizar é que nós, adultos, não somos o público alvo de Pokémon, isso tem que ficar bem claro na sua mente. O objetivo sempre foi as crianças (e sempre será, na minha opinião) pois é um anime para exatamente esta faixa etária. Em Sun e Moon, é mais notório ainda para qual público o anime é destinado. Para que você tenha uma ideia, caro leitor, a audiência atual de Pokémon sempre fica entre os 10 animes mais visto no Japão. Com 4 pontos na audiência

©OLM/”Poster de Pokémon XY&Z”

Isso é bem superior ao que XY&Z estava pegando: que ficava em torno de 2,4 a 3,2 pontos. Lutando para ficar no top 10 dos animes mais vistos no período (que muitas das vezes não ficava). Então, é o Japão que dita as regras. Se lá a audiência estiver satisfatória ou ótima (como é o caso atual de Pokémon Sun e Moon), será essa a pegada do anime, nem adianta reclamar, implorar ou choramingar, pois o importante para a Pokémon Company é o mercado interno, ou seja, o próprio mercado japonês. Dificilmente veremos um “novo Pokémon Origins” sendo exibido de forma corriqueira e sem interrupções; como a série original. Não se pode agradar a todos, não é?

E você, meu caro “Pokefanático” guru? Gostou do post? Querem que eu fale mais sobre Pokémon? Deixe seus comentários sobre o que você gostaria que eu falasse e sugestões para os próximos posts, beleza? Um grande abraço, valeu, falou e até a próxima. Espero que tenham saboreado mais um prato. 

 

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