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Primeiras Impressões: Boogiepop wa Warawanai (2019)

©Madhouse/Kouhei Kadono
Boogiepop wa Warawanai (2019) – Descrição técnica

Nome alternativo: Boogiepop and Others (2019)
Diretor: 
Shingo Natsume
Autor original: 
Kouhei Kadono
Estúdio: 
Madhouse
Adaptado de: 
Light Novel
Data de estreia: 
04 de janeiro 
Gênero:
Horror, Mistério, Psicológico

Eis que parte da staff responsável pela primeira temporada de One Punch Man decide pegar um novo anime. Será que a animação de Boogiepop está a altura? A nossa staff avaliou a estreia do anime.


Breno Santos – CEO do Café Stile

A produção de Boogiepop, em si, era uma incógnita tratando-se de resultados. O diretor, Shingo Natsume, é muito bom; o que levou o hype para com a obra subir imensamente. Entretanto, alguns pontos são problemáticos. Começando pelo character design. Com exceção da protagonista Touka e de seu alter-ego; vulgo Boogiepop, os demais personagens ficaram bem medianos.

Esse problema gerou algumas “tretas” com o ilustrador da light novel, Kouji Ogata. O mesmo fez uma reclamação pública no Twitter – alegando sua indignação com o character design feito por Hidehiko Sawada. Tal problema foi tamanho, que resultou no adiamento do anime de 2018 para 2019. A schedule, ou seja, o tempo de produção de Boogiepop está longe de ser páreo com o da season 1 de OPM.

Em suma, o Sawada está fazendo sua estreia como character designer. Ele está mais acostumado em key animations in-between animations. Além disso, há outros empecilhos que colocam Boogiepop contra a parede, e levam a produção ao caminho contrário do que foi feito em OPM.

©Madhouse/Kouhei Kadono | “Achei meio desproporcional os torsos de alguns personagens…”

Vale ressaltar que em One Punch Man, o Natsume – que é um diretor de muitos contatos – reuniu os dois maiores talentos de key animation no quesito ação que o mercado dispõe atualmente. Falo de Yutaka Nakamura Arafumi Imai. Esses dois estão, atualmente, ocupados; acreditem, reunir esses caras é uma coisa complicada.

Enquanto o Nakamura está ocupado com a produção de Mob Psycho 100 II; bem como logo depois deve ir para a de Boku no Hero 4; o Imai deve estar tendo bastante dor de cabeça, afinal, ele é o principal key animator de Shingeki no Kyojin; cujo a quarta temporada está vindo aí.

Em linhas gerais, infelizmente, o anime não é uma explosão visual. O que é destacável, de longe, trata-se da fotografia e da trilha sonora. Os cenários são sombrios e imersivos – assim como a sua soundtrack que traz um tom misterioso e sons psicodélicos típico dos anos 90. O anime pode soar confuso, entretanto, seu mistério é interessante e prende o telespectador. Tenho plena confiança de que no quesito direção e enredo, a obra não deve deixar a desejar.

Nota: 3/5 – Café expresso


Jacó Neto – Redator do Café Stile

Muito do marketing feito nos últimos tempos em torno dessa obra apoiava-se, principalmente, na staff responsável por ela. Decerto, há um bom embasamento para isso, visto que, seu diretor, o Shingo Natsume, foi responsável também por One Punch Man; sem rodeios, um dos animes mais bem-animados da história.

No entanto, esse primeiro episódio serviu para mostrar que Boogiepop, definitivamente, não veio para ser um show-off de animação boa. Tivemos, claro, algumas cenas muito bem-feitas, como a sequência do homem desacreditado com a vida no início, além de alguns layouts inspirados; como o breve e misterioso corte da garota decapitada. O resto, porém, manteve-se apenas no mediano, sendo auxiliado pela imersiva trilha sonora.

©Madhouse/Kouhei Kadono | “Uma cena levemente pesada…”

Já em relação ao enredo, agradou-me bastante o clima calmo e tenso que nos foi entregado. Certamente, esse não é o tipo de anime que revela a trama de mão beijada, e talvez só possamos falar com mais clareza de sua história daqui a alguns episódios. O resultado final ainda é uma incógnita.

Nota: 4/5 – Café au lait 


Hiago Delchiaro – Podcaster do Café Stile 

Nem sei por onde começar a escrever, e o anime também me pareceu que não sabia por onde começar. Esse primeiro episódio foi bem confuso e jogou muita informação solta, mas ainda assim conseguiu me prender e, com certeza, eu irei acompanhar. Esse conturbado início introduziu personagens (muitos por sinal) e, aparentemente, a trama principal do anime; jogando tudo na mesa para nós juntarmos, e por isso que me interessei. Estou apostando que ao longo da temporada e com o aprofundamento na história teremos uma boa obra, então vale a pena dar uma chance.

©Madhouse/Kouhei Kadono | “Está na hora do Date!”

Da parte técnica, a animação não é das melhores mas eu gostei, tem um ar de animação antiga com traços característicos, mas nada de muito impressionante. A fotografia do anime está muito boa; com cortes que contribuem para o ar de mistério. A trilha sonora não chama a atenção mas faz seu papel bem, acompanhando o ritmo de acontecimentos do episódio. Enfim, acho que vale a pena ver, mas não espero nada de surreal que torne-o uma obra-prima.

Nota: 3/5 – Café expresso 


Matheus Boruto – Redator do Café Stile 

Vamos começar com o evidente fato de que essa obra é baseada em “baseados”. Sinceramente? A animação não é consistente, não é bonita e não atrai em nada, dá até um certo incômodo. Sua trilha sonora é calma, mas dependendo do momento, se torna tensa, algo que me chamou bastante atenção.

©Madhouse/Kouhei Kadono | “Personagens misteriosas!”

Quanto ao enredo e personagens… bom, é confuso, mas é o tipo de anime em que você deve juntar as peças que te dão, e imaginar as que faltam. Acabei me interessando pela obra, e vou acabar vendo por curiosidade para descobrir o fim disso e para saber o que realmente é “Boogiepop”.

Citação do autor: “algumas Boogiepops só querem ver o circo pegar fogo.”

Nota: 3/5 – Café expresso


Marcelo Almeida – Redator do Café Stile 

Uma boa estreia. O primeiro episódio pode ser meio confuso, mas a partir do segundo as coisas começam a fazer sentido e passam ser interessantes. O protagonista não chama muita atenção, mas outros personagens conseguem ser mais interessantes, como a Boogiepop e a Nagi.

©Madhouse/Kouhei Kadono | “Os cenários são bem imersivos e obscuros!”

A história também parece dispor de bastantes pontos para se desenrolar em algo bacana, então pode valer a pena dar uma conferida nos dois primeiros episódios.  

Nota: 4/5 – Café au lait
Nota média da Staff: 3/5 – Café expresso


©TROYCA/Nio Nakatani | “Parece que a Yuu se surpreendeu com o título!”

Boogiepop wa Warawanai está em simulcast pelo serviço de streaming Crunchyroll.

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