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Primeiras Impressões: Dororo

©Tezuka Productions/MAPPA/Osamu Tezuka | “Sasuke-kun, é você?!”
Dororo – Descrição técnica

Diretor: Kazuhiro Furuhashi
Autor original: Osamu Tezuka
Estúdio: Tezuka Productions/MAPPA
Adaptado de: Mangá
Data de Estreia: 07/01/2019
Gênero: Ação, Aventura, Demônios, Histórico, Sobrenatural

Uma premissa um tanto quanto interessante, um pai que é sacana demais e o início de uma jornada. São fatos que resumem bem Dororo. Nossa staff avaliou a estreia.


Marcelo Almeida – Redator do Café Stile 

Boa estreia. Apresentaram um pouco de tudo, mostrando a mitologia e os possíveis desenvolvimentos da história em relação ao protagonista. A luta que teve ficou bem legal, e algumas outras cenas conseguiram ter um impacto bem forte, como a aparência do recém-nascido. Para quem gosta de ação e a temática oriental, parece uma boa aposta.

©Tezuka Productions/MAPPA/Osamu Tezuka | “Isso aqui que eu falou, meus amigos…”

Nota: 4/5 – Café au lait


Éder Rodrigues – Redator do Café Stile 

Uma das grandes obras do “Deus” dos mangás, Osamu Tesuka, ganha seu anime nesta temporada e logo de cara digo, por esse primeiro episódio; pode ser uma das melhores estreias desta temporada de Inverno de 2019.

Aqui em Dororo, somos contextualizados a um mundo bastante interessante, sobre demônios, pactos e coisas bastante bizarras, mas de uma maneira diferente, e isso faz desse primeiro episódio muito bom. Toda construção, contando o passado, detalhando cada parte do que viria mais para frente, acontece de maneira que me surpreendeu.

Houve algumas mudanças em relação ao material original, como a substituição de 48 demônios para 12. Particularmente, isso não atrapalha em nada. Acredito eu, que é para dar um maior dinamismo para série e ter apenas uma temporada; com um demônio aparecendo por episódio, completando 12 demônios em 12 episódios.

©Tezuka Productions/MAPPA/Osamu Tezuka | “Boa ambientação!”

Mas, voltando para a obra em si, aqui, todo detalhe conta, desde a aparição do “protagonista” Dororo, até as coisas bobas e pequenas como um filhote de cachorro pedindo comida a ele. Tudo é feito de maneira sutil, mas com uma mensagem. Os valentões que aparecem também têm suas peculiaridades. Nada está ali por acaso.

Falando nisso, toda ambientação, paleta de cores, cenários, colaboram para uma construção ótima do anime. Ademais, há um ótimo trabalho de direção para esse primeiro episódio. A trilha sonora, somado a sua opening e ending foi ótima, trazendo toda temática samurai que o anime tem, mas com um toque mais sombrio, que também é algo bem recorrente nesta obra. De cara, Dororo é uma pedida certa para você que curte esse mundo de samurais; agregando demônios e construções.

Nota: 5/5 – Expresso Macchiato 


Breno Santos – CEO do Café Stile

Não sou muito adepto a obras desse estilo, entretanto, fui olhar e logo me interessei. Há toda uma mística misteriosa e, principalmente, o anime acabou me dando uma boa nostalgia. Essa questão de ir atrás dos doze demônios me lembrou As Aventuras de Jackie Chan; onde existiam os doze talismãs mágicos.

©Cartoon Network/Genndy Tartakovsky | “Samurai Jack ou o pai sem noção?” hahah

Além disso, como o pai do protagonista é vacilão. Estou ansioso para que ele vá se recuperando e, por consequência disso, acabe frente ao seu pai. Será um embate interessante. Vale ressaltar que o design do Daigo me lembrou o Samurai Jack – de um cartoon homônimo. A nostalgia realmente foi um grande acréscimo que eu tive com essa produção.

Nota: 3/5 – Café expresso


Sirlene Moraes – Redatora do Café Stile 

Dororo era uma das estreias que mais eu mais esperava por ser o remake de uma obra do mestre Osamu Tezuka e, como esperado, não decepcionou. Para quem não conhece, Tezuka é o celebre criador de Astro Boy e quem popularizou os mangás; suas obras são simples, mas possuem reflexões profundas sobre a sociedade e o próprio ser humano em si.

A obra é ambientada no período “Muromachi”, durante os conflitos que dariam inicio ao Sengoku Jidai. Com esse contexto sobre um período de conflitos e disputas de poder pela desistibilidade do Shogunato Ashikaka, o primeiro personagem apresentado, Daigo, mostra características referentes aos clãs daquela época. Pode até parecer desalmado o que ele fez ao filho, mas a honra e o prestigio do clã eram algo acima dos membros de sua própria família em si.

A obra também traz um forte teor folclórico e, como uma obra sobrenatural, tem a presença dos youkais do budismo e xintoísmo japonês; com a imagem de Buda e dos 12 demônios do Salão do Inferno. Neste período, vale lembrar, o Budismo já era uma religião bastante discriminada pelo Japão e mesclada ao xintoísmo (religião própria do Japão).

©Tezuka Productions/MAPPA/Osamu Tezuka | “Sem violência, gente!”

No geral, os personagens foram bem apresentados e com tempo suficiente de tela para criar curiosidade ao telespectador do que vai acontecer posteriormente, já que, aparentemente, nosso solitário espadachim parece estar caçando os demônios que possuem as partes de seu corpo. Consequentemente, colocando um fim a maldição do pai e a prosperidade do clã do próprio; já que isto quebra com a proteção dos demônios tem sobre as terras do damyou.

Além disso, lembrem da famosa frase: faça pacto com demônios e eles te arruinarão. Então, não espere uma historia bonitinha, já que a opening deixa claro que a jornada de nosso herói trará muitas batalhas para ele travar e, talvez, o final de Daigo seja o inferno, como avisado pelo monge do Templo.

A trilha sonora é boa e utiliza a clássica música medieval japonesa e instrumentos tradicionais do país. Para quem gosta de um pouco de historia e da cultura japonesa, este anime é a pedida certa. A animação também é fluida e o storyboard é bem-acabado; trazendo cortes bastante eficazes, com um bom timing.

Nota: 4/5 – Café au lait
Nota média da Staff: 4/5 – Café au lait


©A-1 Pictures/Tsukasa Fushimi | “É bom ao ponto da Kirino trocar os eroges dela para assisti-lo!”

Dororo está em simulcast pelo serviço de streaming Amazon Prime Video.

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