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Review: Araburu Kisetsu no Otome-domo yo

©Lay-duce/Mari Okada/Nao Emoto | “Melhor personagem”
Araburu Kisetsu no Otome-domo yo – descrição técnica

Nome alternativo: O Maidens in Your Savage Season
Diretores: Masahiro Ando e Takurō Tsukada
Estúdio: Lay-duce
Número de episódios: 12
Autores originais: Mari Okada (história) e Nao Emoto (arte)
Adaptado de: mangá
Gênero(s): comédia, drama, romance e vida escolar

Araburu Kisetsu é um drama sobre cinco garotas de um clube literário que estão aprendendo sobre a vida enquanto enfrentam os problemas da puberdade.

Personagens

Araburu possui um leque variado de personagens – cinco só para o cargo de protagonista – todavia, apenas três dispõem de um papel relevante na história; felizmente, no último episódio, todas possuem um papel fundamental para a finalização da obra, levando a um pequeno foco em cada garota dentre as cinco.

Kazusa Onodera é a “principal protagonista” e, dentre as cinco, é a personagem mais “certinha”. Ela também é completamente apaixonada por seu amigo de infância, Izumi Norimoto, e falando nele, vale destacar seu  ̶f̶e̶t̶i̶c̶h̶e̶ ̶p̶o̶r̶ ̶t̶r̶e̶n̶s̶ ̶e̶ ̶g̶a̶r̶o̶t̶a̶s̶ ̶d̶e̶ ̶c̶o̶r̶p̶o̶s̶ ̶m̶a̶i̶s̶ ̶a̶v̶a̶n̶t̶a̶j̶a̶d̶o̶s̶.

Também há a Niina Sugawara – “talarica” para os mais íntimos – ela é a mais esperta das meninas; além de aparentar te mais domínio sobre assuntos mais íntimos. 

©Lay-duce/Mari Okada/Nao Emoto | “Meeeeh”

Personagens que merecem destaque: Kazusa Onodera e Niina Sugawara
Surpreenderam:
Rika Sonezaki e Hitoha Hongō
Poderiam ser melhor aproveitados:
Izumi Norimoto, Tomoaki Yamagishi e Momoko Sudō

Rika Sonezaki é a senpai do grupinho, sendo a mais “cabeça dura” e com a personalidade mais forte entre todas, e esse fato acabou me afastando da personagem no inicio, mas felizmente, após alguns acontecimentos no enredo, finalizei o anime completamente apaixonado por ela.

Sem duvidas é a personagem mais “pé no chão” de todo o elenco e uma das mais divertidas.

Já Momoko Sudō e Hitoha Hongō possuem papéis importantes, todavia, foram esquecidas com o tempo, principalmente, a garotinha de cabelos ruivos, que obteve um “fádico” final sem importância devido a uma mudança brusca em sua vida.

E era uma “pauta” digna de ser trabalhada de uma forma melhor, entretanto, a Mari Okada parece ter “aloprado” um pouco e dramatizou demais uma situação que poderia ter sido resolvida de uma forma mais simples. 

Enredo 

O ponto mais delicado e contraditório de Araburu é o seu enredo, já foi escrito um artigo aqui no site falando apenas sobre como é diferente a forma que o anime retrata a sexualidade na adolescência e como isso cativa os telespectadores, sendo assim, não me aprofundarei em tal assunto.

Por mais que a ideia inicial fosse boa e os primeiros episódios sejam muito bem dirigidos, com uma boa alternância entre momentos cômicos e melancólicos, isso não foi constante até o final da obra.

Além disso, algumas de suas protagonistas ficaram sem um desfecho certo, deixando aquela impressão de que talvez pudesse haver mais episódios envolvendo-as; porém, já é de conhecimento público que o mangá também finaliza do mesmo jeito.

©Lay-duce/Mari Okada/Nao Emoto | “Um pouco irritante a Hongo, mas legal ~”
Em linhas gerais

Se você procura um drama escolar com a abordagem voltada diretamente para o desenvolvimento das relações sexuais de suas personagens; tanto mentalmente quanto fisicamente – essa obra é pra você.

Mas ressalvo que a partir do sexto episodio, o anime foi se perdendo, tanto em seu arco principal, quanto em seus pequenos dramas, e por mais criticado que alguns acontecimentos possam ser, eles não deixam de ser reflexos da realidade (um pouco distorcida, mas ok).

Nota: 6 – Chocolat chaud (chocolate quente)


©LIDENFILMS/matoba | “Esse anime recebe o selo Myurin e Beel frustrados de qualidade!”

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