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Review: Bakuman

©Shueisha/Obata Takeshi/Ohba Tsugumi
Bakuman – Descrição técnica

Gênero: Comédia, Drama, Romance, Shounen
Autor: Ohba Tsugumi (roteiro) e Obata Takeshi (arte)
Revista: Weekly Shounen Jump
Editora: Shueisha
Estreia: Agosto de 2008

Personagens

Apesar de possuir alguns personagens interessantes, eu diria que esse é o ponto em que Bakuman mais peca. Antes de tudo, devo dizer que a maioria deles são até que divertidos e com personalidade, mas, com exceção da dupla de protagonistas e alguns poucos outros, a maioria não é tão bem trabalhada assim.

©Shueisha/Obata Takeshi/Ohba Tsugumi | “Eu simplesmente odeio esse cidadão.”

Isso pode ser percebido através das garotas, majoritariamente idealizadas e “sem sal“. A heroína teoricamente principal, por exemplo, só recebe atenção nos capítulos finais. Nota: o mangá tem 176 capítulos. Da mesma forma, me incomodou a introdução de alguns personagens que no final não tiveram lá muita relevância. O romance não é tão bem trabalhado também. Não obstante esses tropeços, alguns personagens, inicialmente triviais, se tornam extremamente divertidos com o tempo.

Merecem destaque: Mashiro Moritaka, Takagi Akito, Niizuma Eiji
Surpreenderam: Hiramaru Kazuya, Yoshida Kouji
Poderiam ser mais aproveitados: Azuki Miho, Miyoshi Kaya

Análise Técnica

A arte do Obata é, de fato, digna de nota. É provável que o design da Azuki seja um dos mais bonitos que já vi, tendo em vista seu traço delicado e charmoso. O contraste que isso faz com os designs masculinos também é interessante, visto que esses são mais voltados para o cool. Ademais, admiro seu esforço em criar estilos diferentes de arte para cada um dos mangakás da obra. A quadrinização também merece elogios, porquanto é bastante dinâmica e criativa.

©Shueisha/Obata Takeshi/Ohba Tsugumi | “Ninguém pode negar que a Azuki é linda!”
Composição de Série

Inicialmente, informo aos desavisados que esse mangá é nada mais nada menos que dos criadores de Death Note. Após o término desse ícone, eles voltaram com Bakuman, um metalinguístico mangá que fala sobre mangakás. Através de uma narrativa interessante e empolgante, conseguiram explicar como funciona essa indústria e suas dificuldades de maneira interativa e divertida. Outrossim, somos introduzidos a diversas temáticas e referências desenvolvidas a partir disso, havendo algumas questões (ou desabafos, se preferir) relacionadas ao próprio Death Note.

©Shueisha/Obata Takeshi/Ohba Tsugumi | “Nunca desenhar mangá foi tão kakkoi”

Entre outras coisas, devo destacar que aqui temos mais texto e diálogo que na maioria dos mangás; portanto, os capítulos acabam tendo mais conteúdo e são mais densos que o normal.

Recomendação aos nossos cliente

Essa obra é essencial, sobretudo, àquelas pessoas que são fãs e gostam de mangás. Através dela, é possível aprender várias coisas sobre o tema. Aliás, mesmo que você não esteja atrás disso, Bakuman serve como um ótimo “Battle Shounen sem batalhas“. Como esperado dos autores de Death Note, eles conseguem fazer lutas silenciosas com destreza. Para aqueles que gostam de finais — e romances — fechados também é um prato cheio.

©Shueisha/Obata Takeshi/Ohba Tsugumi | “O amor puro entre um mangaká e uma seiyuu”

Nota: 8 – Cappuccino

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