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Review: Beelzebub-jou no Okinimesu mama.

©LIDENFILMS/matoba
Beelzebub-jou no Okinimesu mama. – Descrição técnica 

Nome alternativo: As Miss Beelzebub Likes.
Diretor: Minato Kazuto
Autor original: matoba
Estúdio: LIDENFILMS
Adaptado de: Mangá
Número de episódios: 12
Gênero: Comédia, Demônio, Fantasia

Inferno. Uma palavra que é até um tabu de se dizer, consequentemente, acaba sendo sinônimo de sofrimento, tortura e tudo que faça conotação ruim nesse mundo globalizado. Entretanto, esqueça tudo o que você imagina sobre esse lugar, pois o anime retrata o submundo de uma maneira completamente fantástica.

O anime é ambientado no inferno, ou melhor, em um paraíso que se parece com o inferno chamado de: Pandemonium. Um ambiente que mistura elementos da sociedade moderna com fofura, sim, o lado moe desse anime surpreende bastante.

Primeiramente, o diretor Minato Kazuto está de parabéns. Conseguiu adaptar uma obra de slice of life com excesso de moe de uma forma muito envolvente. Além disso, a fotografia dessa produção é uma obra de arte. As tonalidades claras; bem como a saturação da cor – como se tivesse tudo sido feito com giz de cera – deixa o telespectador encantado. De certa forma, tudo soa elegante.

Linearmente, a trilha sonora é calma; junto da opening. Deixando quem está vendo em uma sinergia de sossego, bonança e calmaria tão boa, que é difícil não relaxar ao assistir esse anime. A ending é executada pelas seiyuus das protagonistas; trazendo uma musiquinha bem ritmada para encerrar o episódio com chave de ouro.

Os personagens de Pandemonium são perigosos?

Nem um pouco. Ressalta-se que o anime não deixa de lado o fato dos personagens serem demônios. A protagonista, a vossa excelência Beelzebub, é uma garota com típico jeito adolescente. Sempre procrastinando seu trabalho, viciada em doces e, principalmente, em coisas fofas. A personagem se resume em sua frase que virou vício de linguagem: “MOFU MOFU” (traduzindo significa “fofinho”).

Apesar desse jeitinho adorável, algumas vezes, é frisado que ela é muito poderosa. Não atoa é a excelência de Pandemonium. Porém, é difícil imaginar tanta fofura em uma pancadaria.

Seu assistente, Myurin, é o outro protagonista. O caso raro de um rapaz tsundere. Ele está sempre “no pé” de sua excelência para que ela termine o trabalho. Embora seja rígido, Myurin adora o jeito fofo da Beel; o que o faz “derreter-se” internamente.

Porém, uma das coisas que conquistou o público foi a relação desse dois. A química dos personagens é ótima, pois um acaba por complementar o outro. Esse relacionamento vai crescendo de algo profissional para o meio romântico. Todavia, Beel não entende seus sentimentos; nem mesmo Myurin entende. Basicamente, um gosta do outro, mas não sabe o que sente.

Beelzebub, apesar de todo poder, é extremamente dependente de Myurin para seu trabalho. Ademais, Myurin é muito protetor com sua excelência.

Todavia, nem só de personagens principais vive um enredo. Afinal, há excelentes personagens de suporte. E um dos meus favoritos é o Astaroth. Como é de praxe em uma comédia, tem que existir o cara metido a “pegador/galanteador”. Entretanto, o chefe do departamento financeiro – cargo dele – comumente se dá bem com as mulheres.

Um ponto interessante para os fãs é que o seiyuu dele é o Yoshitsugu Matsuoka, o mesmo que é responsável pela voz de grandes protagonistas como o Kirito de SAO, Souma de Shokugeki e Sora de No Game No Life. Indubitavelmente, mais uma grande interpretação dele, afinal, as cenas mais cômicas provém desse personagem.

Sua assistente, Sargatanas, é o outro ponto alto desse suporte. Ela é o Myurin versão mulher, porém, consegue ser ainda mais ríspida. Chegando, em alguns casos, a amarrar Astaroth para que ele não apronte nada. Sobretudo, fica claro os sentimentos dela por ele e o quanto ela “gosta” dessa brincadeira de gato e rato.

Além deles, há o Azazel. Um personagem musculoso – proveniente do crossfit – que tem um lado fofo também. Myurin, no início, o temia muito. Entretanto, depois de descobrir um grande segredo sobre o próprio, o protagonista masculino vira um de seus melhores amigos.

Quem gosta do musculoso Azazel é a outra fofa desse anime: Belphegor. A personagem secundária que consegue ser mais adorável que a protagonista. Ela tem fobia de homens, sentindo-se à vontade apenas ao lado de Myurin – pelo fato do mesmo ser assistente de sua melhor amiga.

Quando está em uma situação de ansiedade, Belph tem que sair correndo para o banheiro. Pois sua bexiga não lida bem nesses tipos de situação. Geralmente, parte da comicidade da obra vem dela também.

Em suma, bons personagens não faltam ao anime. Além desses citados, há outros interessantes e engraçados que complementam o entretenimento de uma forma única.

Em linhas gerais 

Uma série que serve como um calmante. É afável e calorosa; puramente sobre coisas alegres. Um verdadeiro alívio para o estresse nosso de cada dia. Excelente para todos aqueles que gostam deste tipo de anime. Pessoalmente falando, esse show fez as minhas quartas mais alegres. Era a última coisa que eu fazia antes de dormir depois de um dia cansativo no curso técnico. Apenas sorria e apreciava os momentos fofos e reconfortantes.

Espero que mais gente deixe de lado o preconceito e mergulhe nessa obra para ter um tempo muito relaxante e agradável. Um anime que vale cada minuto do seu tempo investido. Que a indústria faça mais produções assim.

Nota: 9 – Frappuccino 

©LIDENFILMS/matoba | “Esse anime é tão encantador quanto a própria protagonista: MOFU MOFU!”

Beelzebub-jou no Okinimesu mama. está disponível no catálogo do serviço de streaming Crunchyroll.

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