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Review: Double Decker! Doug & Kirill

©Sunrise/Ryo Ando | “Segunda-feira eu vou pro bar, terça-feira eu vou também… beber, beber, beber, beber! ♩♫”
Double Decker! Doug & Kirill – Descrição técnica 

Diretor: Joji Furuta
Autor original: Ryo Ando (diretor da série)
Estúdio: Sunrise
Adaptado de: (—) obra feita originalmente para TV
Número de episódios: 13
Gênero: Ação

A televisão está cheia de séries de detetives e investigação: Criminal MindsCSISherlockThe Mentalist. Agora, pense o seguinte, misture a premissa dessas séries em um anime: eis que temos Double Decker. A obra traz com ênfase o âmbito de detetives e investigações, embora possa se perder um pouco no que diz respeito a proposta.

Comecemos pela animação. A maioria das cenas de ação são feitas através de computação gráfica. E, a combinação disso com 2D, aqui, não fica nada legal. Em linhas gerais, nunca foi muito a “praia” do Sunrise trabalhar com CG. Tanto que, recentemente, eles estavam se gabando por serem os únicos que fazem obras de Mecha em 2D. Beleza, agora, pagar os animadores, né? (papo para outro post).

As fracas cenas de ação são compensadas com muito bom-humor por parte do roteiro. Isso é presente em grande escala no início, porém, conforme a obra vai caminhando, há um princípio de mudanças. O anime tenta ser engraçado, consegue, mas, ao mesmo tempo, força a barra com dramas e plot twists desnecessários.

Os personagens e alguns plot twists

Kirill, no início, é um policial comum da cidade que sonha em ser um herói. Eis que surge uma boa oportunidade de emprego para ele na SEVEN-O. A organização de detetives presente no anime. Devo dizer que é um protagonista carismático. Apesar de que não consigo “engolir” o plot twist sobre ele que é descoberto no final.

Eu acho que o pessoal do roteiro “aloprou” demais. Outrossim, seu parceiro, Doug, é um detetive experiente. Esse sim trouxe uma história tocante. Há um plot twist bom sobre o passado dele com uma informante. De longe, o caso que mais me envolveu na obra.

Dos outros personagens, só tenho a destacar a Kay. Ela é extrovertida, envolvente e uma ótima companhia para qualquer personagem que esteja em tela com ela. A Yuri também é bacana, porém, se as coisas tivessem acabado como se encaminhavam, o final dela seria mais impactante.

Não forcem, se decidam!

Como eu disse, a obra não toma um rumo. Ela faz um papel de comédia muito bom, se ficasse somente nisso, seria ótimo. Mas o roteiro aplica plot twists desnecessários e dramas nessa mesma linha. E quando achamos que tudo está se encaminhando para encerrar com um bom apelo dramático, outra virada “escrachada” é colocada para retornar a comédia da obra.

Em suma, o que gostei no anime foi o seu time cômico. Além disso, há sim alguns plot twists interessantes. Infelizmente, são poucos. Ao passo que Double Decker funciona em alguns quesitos, não consegue manter uma estabilidade por forçar outros.

Porém, em linhas gerais, o show não deixa de ser divertido. Tanto que ele gerou opiniões de extremos; gente que gostou demais ou detestou. Para mim, acabou sendo um meio termo.

Nota: 6 – Chocolate chaud (chocolate quente)

©LIDENFILMS/matoba | “Esse anime recebe o selo Myurin e Beel frustrados de qualidade!”

Double Decker! Doug & Kirill está disponível no catálogo do serviço de streaming Crunchyroll.

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