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Review: Goblin Slayer

©White Fox/Kumo Kagyu | “ELE DEU UM SORRISO!!”
Goblin Slayer – Descrição técnica

Diretor: Takaharu Ozaki
Estúdio: White Fox
Adaptado de: Light Novel
Data de estreia: 07/10/2018
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia

Goblin Slayer foi um anime com o lançamento um pouco peculiar, afinal, no início, há massacre, estupro e antipatia. Porém, para mim, e para vários ao redor da internet, a obra se tornou um grande atrativo.

Abrindo o portão com a animação. Teve fluidez em diversos episódios, só consigo lembrar de um em que não foi assim (episódio 7), mas, de resto, não tenho do que reclamar. Um ótimo character design, uma física regular, afinal, não tivemos grandes movimentações ou velocidade real. Se encaixa nos padrões. 

Nota do editor: a animação é padrão. O único ponto que me incomodou foi o CG na armadura do Goblin Slayer. White Fox sempre vacila nesse ponto – vide aqueles monstros em CG de Re:Zero.

Vamos para a trilha sonora! Durante o anime, há apenas sons comuns, que, dependendo do momento, acompanham o clima; entretanto, fiquei apaixonado pela opening e ending. A op parece uma ópera, coisa que me acalmou bastante, dando uma leve sensação de conforto, enquanto a ending conseguiu… bom, cumprir seu papel, mas também me deu aquela sensação de “quero mais”.

Nota do editor: achei o tema da ending muito superior ao da abertura. Muito mais empolgante e chamativo, mas nada contra a opening também. 

O universo num tabuleiro de RPG!

Chegamos ao enredo, a parte que fez minha nota diminuir. Também tiveram outras coisas, todavia, como diria Jack, o estripador, vamos por partes. O universo de GS é maravilhoso, baseando-se em um RPG de mesa. Para você que não sabe o que é: o RPG (Role-playing game) de mesa, ou, “jogo de interpretação de papéis” é um jogo onde o player assume o papel de alguma raça e classe, desvendando o universo criado pelo mestre, assim, assumindo o papel designado (exemplo: um humano, mago).

Fica bem claro que os deuses são players rolando seus dados para decidir o destino dos personagens. Este é o básico do universo da obra. Seguimos com os Goblins. É interessante como se comportam, afinal, Goblins são uma raça que, dependendo do jogo, agem de maneira diferente, e eu nunca vi um Goblin igual aos desse anime, porém, ainda é nojento a parte do estupro, escudo de carne e procriação com humanos.

Nota do editor: até mesmo nos animes da season de outono isso ficou evidente. Goblins horríveis nessa obra, bad boys em SAO e “fofinhos” em Slime.

O protagonista? Muito bom. Seu trauma construiu um homem que nunca desiste de sua caçada. É mostrado que ele se machuca, e perde. Não é indestrutível, porém, fica mais forte com o “Berserk Mode“: quando seus olhos ficam com a cor “crimson red“. Os outros personagens? Interessantes, mas é óbvio que nem todos dispõe um background, porém, ainda podemos ver amizade, lealdade e sentimentos ocultos.

Então, o que nesse enredo me fez diminuir a nota? Essa exata falta de background. Nem na obra origina a elfa, o lagartão mineiro e o anão bêbado têm nomes. O passado deles é desconhecido. E poderiam ter feito pelo menos 3 OVA’s sobre o Year One, ajudaria àqueles que não leram o mangá à entender a história.

Em linhas gerais

Um anime com um universo fantástico, muito bacana. Se você busca uma boa ação e aventura, e é fã de RPG, assista, desfrute, e se tiver um estômago fraco, não coma enquanto vê.

É isso, veja, jogue, e cuidado com os Goblins, eles podem te pegar de noite.

Nota: 8 – Cappuccino
©CloverWorks/Hajime Kamoshida | “Selo Mai de qualidade!”

Goblin Slayer está disponível no catálogo do serviço de streming Crunchyroll.

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