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Review: High Score Girl

Hi Score Girl
©J.C. Staff/Rensuke Oshikiri | High Score Girl
High Score Girl — descrição técnica 

Nome alternativo: Hi Score Girl
Diretor: Yoshiki Yamakawa
Estúdio: J.C. Staff
Número de episódios: 12
Adaptado de: mangá
Autor original: Rensuke Oshikiri
Gênero(s): comédia romântica, jogos e vida escolar

High Score Girl é um anime que certamente agrada a “velha guarda” — sim, se você viveu na época de jogar em fliperamas, o anime certamente é um poço de nostalgia gigantesco.

Começando por ele, o efeito nostalgia 

É inegável que o autor dispõe de uma grande paixão por fliperamas — e muito provavelmente deve ter vivido uma boa adolescência com eles. Para quem pegou essa saudosa época na vida, certamente deve ter sentindo uma aproximação ainda maior com o protagonista e com a obra.

Como eu sou mais novo, peguei muito pouco dessa era arcade — meu primeiro console foi um Super Nintendo que meu tio me deu em 2005, ou seja, passei longe de viver essa mística, mas o anime ainda assim conseguiu me passar um sentimento muito bom.

Ambientação vintage 

Estava faltando isso (e muito) na indústria de animação. Como é divertido ver uma obra ambientada em décadas passadas! Atualmente, animes que não trabalham nessa década ou são isekais (genéricos em sua maioria) ou são animes futurísticos demais.

Hi Score Girl inicia sua trama em 1991 e vai seguindo a saudosa década de 90 durante os seus acontecimentos. Os cenários estão bem condizentes e os layouts também foram muito bem feitos, a equipe de background art merece bastante esse reconhecimento.

Jogos — um monte de jogos

Meu amigo, o que não falta nesse anime é isso. Apesar do Haruo ser um viciado em Street Fighter e a história dele com a Oono começar exatamente por causa disso, o anime dispõe de um cardápio enorme de outros clássicos que fará seus olhos de gamer brilharem.

©J.C. Staff/Rensuke Oshikiri

Além disso, outro ponto de bastante destaque é a forma como o ato de jogar aqui é levado a sério. Os personagens exploram táticas secretas, enfrentam treinamentos e resolvem tudo com um bom fight em um fliperama.

Personagens — a dupla de protagonistas

Começando por ele, Haruo Yaguchi — protagonista masculino do enredo.

Sinceramente, eu não sei como me expressar sobre o Haruo, apesar de eu gostar dele, é um personagem que divide muitas opiniões entre os fãs da obra. Isso é devido a algumas situações nas quais ele foi bastante insensível com as heroínas.

Entretanto, ele compensa isso com seus ótimos momentos individuais nos quais consegue ser engraçado e determinado. O ótimo do Haruo é isso, ele não desiste facilmente das coisas, sempre busca alternativas para cumprir seus objetivos — principalmente quando estamos falando dos games.

A Akira Oono é a principal garota do enredo, a famosa garotinha gamer que não fala. Sim, ela não diz um “a” durante a primeira temporada.

Com uma vida rígida de “ojou-sama”, sua unica diversão são os fliperamas, lá ela descarrega todos os sentimentos. Por mais que a personagem não fale, a maneira como ela se expressa é muito sincera.

©J.C. Staff/Rensuke Oshikiri

Personagens que merecem destaque: Haruo Yaguchi e Akira Oono
Surpreendeu: Koharu Hidaka

A enxerida? 

Quando a Koharu entrou para o enredo, confesso que a minha primeira impressão não foi das melhores, mas bastou metade do episódio para ela conquistar o devido espaço no meu coração. Tanto que ao término da primeira temporada, eu estava esperando muito mais pelos momentos da Koharu aos do próprio Yaguchi.

Ela faz muito pelo Yaguchi a obra toda. Ela é outra obstinada nos seus objetivos, apesar disso não ser lá um ponto tão positivo para a garota, já que a “perseguição” dela não resulta em nada além de dor e frustração.

Particularmente, eu acho que a personagem merece muito mais, mas não foi algo que a primeira temporada se preocupou em resolver.

Sobre o enredo 

A história da Akira é clichê? É. Mas como eu posso explicar, é algo cirurgicamente inserido no plot — funciona muito naturalmente. A maneira como a educadora lida com ela gera revolta e, sinceramente, me fez querer guarda a Oono dentro de um potinho, o que significa que aquele drama ali está envolvente.

O plot da Koharu também é interessante, mas é meio desperdiçado, como já dito. Ela basicamente é reduzida a “gado”, e é muito triste dizer isso. Talvez o grande defeito do enredo seja esse “ciclo vicioso” instaurado de Haruo atrás da Oono, Koharu atrás do Haruo, e a Oono atrás dos fliperamas (e do Yaguchi também, vai).

Eu não tenho nada contra Yaguchi e Akira se gostarem, eles são um casal muito fofo, mas por favor, não introduz uma personagem tão legal como a Koharu só para sofrer, não faz isso. Há certos tipos de obras de romance que funcionam muito melhor apenas com um par — como é em Kaguya-sama, por exemplo.

Não há uma terceira pessoa disputando a Kaguya ou o Shirogane, e acho que a mesma situação se encaixaria muito melhor no enredo de Hi Score Girl.

©Square Enix/Monthly Big Gangan/Rensuke Oshikiri | “Não teria problema nenhum ser somente os dois!”
Em linhas gerais 

O anime é bastante divertido e o fator de ser 100% em computação gráfica não afetou em nada a experiência. O estilo dos anos 90 é algo que deveria ser mais explorado na indústria, costuma sempre render obras legais — principalmente quando a nostalgia entra em cena.

Apesar de eu ter uma certa intriga com o romance da obra, o enredo ainda entrega uma boa experiência.

Nota: 8 – Cappuccino 


©A-1 Pictures/Tsukasa Fushimi | “É bom ao ponto da Kirino trocar os eroges dela para assisti-lo!”

Hi Score Girl está disponível no catálogo do serviço de streaming Netflix.
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