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Review: Irozuku Sekai no Ashita Kara

©P.A. Works/Toshiya Shinohara
Irozuku Sekai no Ashita Kara – Descrição técnica

Nome alternativo: so many colors in the future what a wonderful world
Diretor: 
Toshiya Shinohara
Estúdio: P.A. Works
Adaptado de: (—) obra feita originalmente para TV
Número de episódios: 13
Gênero: Drama, Magia, Romance

Um anime que pode soar meio confuso em seu início, porém, que traz toda a compostura de seu enredo baseada em relacionamentos do passado que afetam diretamente o futuro.

A primeira coisa que me manteve assistindo essa obra foi o seu visual. Fotografia, animação, background art… tudo um “orgasmo ocular” que o P.A Works proporcionou. O estúdio, em minha concepção, é o segundo melhor do mercado. Ficando atrás apenas do KyoAni.

As cenas monocromáticas que, por sua vez, são do ponto de vista da Hitomi, são elegantes; assim como as coloridas, deslumbrantes. Toshiya Shinohara apresentou uma ótima direção, com planos que enriqueciam demais as personagens e os cenários. Mérito também para o diretor de fotografia.

O tema de encerramento, executado por Nagi Yanagi, traz uma profusão de bons sentimentos. A música é calma, atenuante e o ritmo se encaixa de uma forma única. Talvez seja uma das melhores endings de 2018. E não estou exagerando quanto a isso.

Hitomi e Yuito – lá e de volta outra vez 

O romance do show fica por conta da protagonista Hitomi ao lado de Yuito. Como eu disse, o enredo pode soar meio confuso, pois a avó manda a neta sessenta anos no passado sem nenhuma explicação plausível. Porém, conforme os episódios vão avançando, o telespectador fica com indícios do que levou isso a acontecer.

E o Yuito é um desses motivos. Devo dizer, ele fez com que a Hitomi enxergasse as cores pela primeira vez – logo no primeiro episódio. Porém, o crescimento dos sentimentos desses dois é algo tão único que é difícil de descrever em palavras. A conexão de ambos vai muito além do presente, o entrelaçamento dos personagens já estava ali desde o futuro.

Hitomi é sutil, sincera, meiga e tímida. Yuito segue a mesma linha. Chega um ponto que fica tão insuportável para os dois esses sentimentos reclusos, que o ápice do relacionamento deles aflora de vez. Ver que a presença da Hitomi é tão efêmera deixa os personagens aflitos, não somente eles, como os telespectadores também.

Os personagens de suporte também têm muita relevância. A Kohaku, avó de Hitomi, é a grande responsável pelo alívio cômico. Ela é alto astral e está sempre se divertindo. É raro momentos em que o drama pesa sobre ela.

Asagi e Kurumi têm um belo character design. Essa segunda está no enredo mais para cumprir tabela. Entretanto, Asagi dispõe de um caso mal-resolvido que me deixou, em certa parte frustrado. Para completar, há o Chigusa – palhaço do grupo; e o Shou – o gado (quem viu o anime vai entender).

Em linhas gerais 

O anime é tão sutil quanto uma chuva de primavera. Ele traz questões de magia, que, aqui, ficam de suporte, mas proporcionam cenas muito bonitas. O romance de Yuito e Hitomi é um plus para quem gosta de ver obras que retratam o amor assim – sútil, sem exacerbações.

Apesar da ida de Hitomi ao passado paracer totalmente sem sentido, o episódio final do anime explica tudo de uma forma que te deixa satisfeito. Além disso, o final é fechado. Chegou a me lembrar um pouco os finais do tio Makoto Shinkai; onde a retratação de que a vida continua é sempre uma mensagem.

Alerta: para os mais fracos emocionalmente, pode haver derramamento de lágrimas – de felicidade ou de tristeza; há as duas proporções. 

Nota: 8 – Cappuccino 

©P.A. Works/Toshiya Shinohara | “Esse show é merece o selo Hitomi da primavera de qualidade!”

Irozuku Sekai no Ashita Kara está disponível no catálogo do serviço de streaming Amazon Prime Video.

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