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Review: Do You Love Your Mom and Her Two-Hit Multi-Target Attacks?

Isekai mom
©J.C. Staff/Dachima Inaka | “Vulgo Isekai mom!”
Do You Love Your Mom and Her Two-Hit Multi-Target Attacks? – descrição técnica

Nome original: Tsuujou Kougeki ga Zentai Kougeki de Ni-kai Kougeki no Okaasan wa Suki Desu ka
Diretor: Yoshiaki Iwasaki
Estúdio: J.C.Staff
Número de episódios: 12
Autor original: Dachima Inaka
Adaptado de: light novel
Gênero(s): aventura, comédia e fantasia

Com um nome quase impronunciável, Tsuujou Kougeki, ou apenas “anime da mãe” para facilitar, era uma obra que eu não dava nada, mas que acabou me surpreendendo positivamente, e até mesmo rendendo recomendações como esta.

Saindo em aventuras com a sua mãe

Uma das coisas que mais chama à atenção na proposta da obra é a dita adição da mãe do protagonista na sua jornada em um outro mundo.

Por mais que não seja difícil imaginar aqueles fetiches estranhos sendo usados aqui, a verdade é que o anime é bem tranquilo em relação a isso.

Existem sim momentos em que o protagonista acaba fazendo aqueles services com a mãe dele, incluindo uma cena em que os dois caem pelados no chão, mas, no geral, isso não é muito invasivo.

Tanto o protagonista, quanto a sua mãe, deixam claro que têm um sentimento fraternal um pelo outro; inclusive, um dos objetivos da Mamako, mãe do protagonista, é encontrar uma noiva para o filho entre as garotas que se juntam ao grupo.

Isso ajuda a deixar a obra bem mais agradável de assistir, você não precisa ficar “revirando os olhos” em situações que pareçam insinuar que o filho dispõe de algum sentimento romântico pela mãe ou vice-versa.

O bom e velho isekai

Uma das partes interessantes de Isekai mom é que tudo segue essa temática com mães. Como falei, não é algo negativo, e acaba servindo até mesmo como fator positivo.

O detalhe isekai usado no anime é mais como uma desculpa para jogar o protagonista em um jogo de realidade virtual, no qual o objetivo é melhorar o relacionamento com a sua mãe.

Isso diminui aquela carga de seriedade que a obra tem, o que faz com que você não cobre, por exemplo, um roteiro sério, com desenvolvimento de inimigos e uma trama complexa que justifique a dita invocação naquele mundo.

O objetivo ali é bem definido e claro, tendo o foco no desenvolvimento desse aspecto, e garantindo que o protagonista evolua o relacionamento com a sua mãe enquanto se aventura por aquele lugar.

VRMMORPG

Continuando essa questão de isekai, os sistemas usados dentro do jogo são bem divertidos. A maioria deles é usado como piada interna, muitas vezes, brincando com clichês e situações rotineiras da vida de jogadores como: o azar em jogos de gacha, e missões secundarias surgindo sem qualquer explicação.

O legal disso é que, por levar o RPG na brincadeira, você não sente uma discrepância no poder anormal da mãe do protagonista.

Ela resolve as coisas de um jeito fácil, mas antes disso, o grupo tem todo um processo de aprendizagem e desenvolvimento, entendendo a situação ao invés de somente deixar o trabalho duro para a Mamako, e assim, claro, eles mostram seu respectivo valor ao enredo.

Questões de família

Aproveitando para falar desses desenvolvimentos, uma coisa que gostei é que os vilões têm um proposito bem interessante dentro da obra.

Cada uma das mães que aparecem para enfrentar a Mamako carregam algum aspecto de crítica social a situações realistas – como o caso da segunda vilã a aparecer, que tinha um forte senso de obrigação com a filha, a cobrando perfeição e, com isso, deixando a garota infeliz.

Esse tipo de coisa acaba por trazer um diferencial bacana para obra, mostrando que o autor tem um cuidado com o que está produzindo, e não pretende apenas deixar tudo como piada.

Isso também vale para o desenvolvimento do protagonista, que mesmo dentro de doze episódios, consegue apresentar uma evolução com base nos encontros que teve com outros personagens durante o anime.

Comédia

Por fim, mas não menos importante, há o fator comédia. Eu particularmente gostei bastante das piadas, por mais que essas sejam bem, digamos, peculiares.

Elas caem bem dentro do tema, usando alguns trocadilhos como o nome das habilidades e cenários que aparecem durante o anime, o que às vezes acaba soando meio bobo.

No entanto, algumas piadas são bem inteligentes, como quebras de clichês nos quais o protagonista sente vergonha de ver sua mãe agindo como uma heroína de isekais; ou vestindo roupas que a deixe provocante.

É um humor simples, que não se torna invasivo, e que pode funcionar bem – dependendo de como você encare o anime.

Em linhas gerais

Isekai mom foi uma obra que me agradou bastante, e foi divertida de assistir na temporada. Os personagens são carismáticos, e a história segue bem dentro do esperado; trazendo ainda alguns momentos bacanas e interessantes.

Para quem tinha medo de encontrar uma obra repleta de fetiches, posso dizer que fiquei bem contente ao ver que foi ao contrário.

Nota: 7 – Café submarino 


©TROYCA/Nio Nakatani | “Parece que a Yuu se surpreendeu com o título!”

Isekai mom está disponível no catálogo do serviço de streaming Crunchyroll.
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