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Review: Koe no Katachi

©Kyoto Animation/Yoshitoki Ōima
Koe no Katachi – Descrição técnica 

Diretor: Naoko Yamada
Autora original:  Yoshitoki Ōima
Estúdio: Kyoto Animation
Adaptado de: Mangá
Gênero: Drama, Romance, Slice of life


Começando pelos personagens 

Em relação aos protagonistas, a obra arrasa e entrega dois bem desenvolvidos, extremamente cativantes e carismáticos. Com uma trama muito emocionante os envolvendo. Logo no inicio, já nos identificamos e nos apegamos à personagem Shōko Nishimiya: uma garota muda que entra em uma escola e lá, devido ao seu problema para se comunicar com os outros estudantes, acaba sofrendo bullying.

Principalmente por Shōya Ishida, que é o protagonista masculino. O qual levou o conceito de bullying a outro patamar (provavelmente levou sua raiva e revolta junto). Entretanto, depois de alguns acontecimentos, e com o passar do tempo; ele se arrepende do que fez por ter passado por situações tão ruins quanto as que ele provocou em sua colega quando eram crianças.

Quanto aos seus personagens secundários, alguns são muito bem desenvolvidos como Tomohiro Nagatsuka, que é o melhor amigo de Ishida. Sendo o personagem secundário mais engraçado e divertido da obra. Ele é o responsável por não deixar o filme ficar dramático demais, tendo cenas muito divertidas ao seu respeito.

Porém, não são todos os secundários aproveitados dessa forma. Na verdade, poucos têm um aprofundamento maior. E isso é considerado um pequeno furo de roteiro, já que há acontecimentos da obra original que não estão no filme. 

O que falar sobre a parte técnica? 

Já vamos começar esse tópico falando da animação da obra. Que não deixa a desejar; com cenas muito bem feitas e desenhadas. Algumas possuem um detalhamento menor, porém, creio que tenha sido proposital. Não há o que reclamar na questão de visual – direção de arte, animação: os designs, cenários e cores foram muito bem-escolhidos, o que deixou o filme com a sua identidade própria.

Em relação à sua trilha sonora, ela se sobressai em algumas cenas mais “tensas”. As quais a música realmente tem uma diferença. Todavia, algumas OST´s passam meio batidas por não terem um destaque maior ou pelo fato de não se encaixarem perfeitamente em determinada cena; felizmente, são poucas.

Vamos falar de enredo? 

O filme é baseado no mangá de mesmo nome e, como tiveram que adaptar sete volumes em um longa metragem de duas horas, é óbvio que algumas coisas teriam que ser cortadas. Mas, para alegria de alguns, esses cortes foram de cenas que não teriam tanta relevância. 

Ao ler a obra original, você terá um aprofundamento um pouco maior em certos personagens, todavia, não é um erro que incomodou muita gente. Mas que precisa ser citado de qualquer forma.

Em linhas gerais

É uma obra lindíssima e muito emocionante, com cenas que te farão sentir raiva e, logo depois, querer chorar (tudo isso no sentido positivo). Sem falar da excelente crítica que o longa-metragem passa sobre bullying e o quanto isso faz efeito na vida de uma ou mais pessoas. No meu ponto de vista, achei essa temática incrível.

Esse filme é mais do que recomendado para qualquer fã de drama e romance, porém, quem estava esperando um final fechado no romance vai se decepcionar um pouco. Mas é justificável pelo fato da obra seguir o arrependimento do protagonista, e não em um romance fechado.

Nota: 9 –  Frappuccino


©TROYCA/Nio Nakatani | “Parece que a Yuu se surpreendeu com o título!”

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