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Review: Kono Oto Tomare! 2nd Season

Kono Oto Tomare! 2nd Season
©Platinum Vision/Amyū
Kono Oto Tomare! 2nd Season — descrição técnica

Nome alternativo: Stop This Sound!
Diretor: Ryōma Mizuno
Estúdio: Platinum Vision
Número de episódios: 13
Autor original: Amyū
Adaptado de: mangá
Gênero(s): drama, música, romance e vida escolar

Se a primeira temporada já tinha surpreendido, a continuação veio como o toque final para entregar uma obra que vale muito a pena de ser acompanhada.

Dramas no tom certo

Um dos grandes pontos altos do anime foram seus dramas, e a segunda temporada chegou para melhorar isso ainda mais.

Um belo exemplo é o seu primeiro episódio, que traz um clímax lindo para as qualificatórias, dando aquele hype.

Felizmente, isso não é apenas da boca para fora, e muitas outras coisas acontecem nesse meio tempo.

Temos um pouco de foco no emocional dos casais, crises de confiança, rivalidades, e reconciliações para entregar uma variedade de dramas; todos muito bem desenvolvidos.

Em especial, vale destacar os problemas da Hozuki com sua mãe, que já vinham sendo mostrados na primeira temporada, mas só na segunda tiveram seu desfecho.

Novas melodias

Em cima dessa questão dos dramas apresentados dentro do anime, temos a adição de alguns personagens novos, e uma melhor exploração dos que já conhecíamos.

A nova professora do grupo, Akira, foi de longe uma das que mais impactou nesse aspecto, me ganhando fácil com apenas alguns episódios — fazendo valer a sua adição ao elenco.

A sua história pessoal é muito interessante, pois busca explorar questões profissionais, além de relacionar muito bem com os problemas da Hozuki, o que, além de dar uma relevância para a personagem, contribui para que toda a trama fique conectada — e bem mais instigante de acompanhar.

Além dela, alguns outros alunos de escolas rivais tiveram seus desenvolvimentos. Alguns, naturalmente, foram mais trabalhados do que outros.

Tivemos muito mais coisas sobre o Mio, por exemplo. Já a Kazusa, a moça da escola feminina, teve menos tempo de tela, contudo, também conseguiu uma boa redenção.

Harmonia

Não obstante em ter que destacar os dramas gerais, temos que falar da relação do grupo principal.

Por mais que estivesse bem estabelecida já na primeira temporada, a segunda conseguiu amplificar isso ainda mais, introduzindo pontos que forçaram o grupo a colocar a cabeça no lugar e seguir em frente.

A questão do romance também esteve ali, por mais que os passos ainda sejam bem lentos, como o de costume em romances japoneses — mas não deixam de ser satisfatórios.

A Hozuki e o Chika se tornaram bem mais companheiros, enquanto que o Takezou e a Kurusu tiverem seus momentos, por mais que a Kurusu tenha sido a que mais evoluiu no aspecto amoroso.

Vale lembrar que os demais membros tiverem seus momentos, em especial o Adachi. Ele se mostrou um personagem bem confiável, sabendo lidar com a situação em que foi colocado — provando o seu valor dentro do grupo.

Por último, mas não menos importante, foi bem bacana ver a família do Takezou dando o devido reconhecimento para ele.

Em vista de todo o esforço que eles colocaram nos treinos, o desenrolar da história foi daqueles que dá um ótimo sentimento no final.

Musicalidade

Para não deixar em branco, a música nessa segunda temporada talvez tenha a sido o que menos evoluiu, o que não significa que tenha sido ruim.

A qualidade das performances continuou boa, com um som presente e que te faz ficar encantando, mas isso já acontecia antes, então não houve aquela evolução clara.

Considerações técnicas

Por fim, e para tentar ser um pouco imparcial, vale lembrar que o anime tem alguns problemas, em especial na parte técnica.

A direção tira um bom proveito dos dramas do enredo, já que do contrario as coisas não funcionariam também, mas ela é bem simples.

Boa parte das cenas emotivas é feita com imagens estáticas em um fundo esfumaçado com cores quentes, o que, naturalmente, remete a um sentimento aconchegante e carinhoso, mas isso é repetido desde a primeira temporada.

Não achei que prejudicou minha experiência, mas, para quem gosta de partes técnicas mais elaboradas, acho que vale destacar este fator mediano da obra.

Em linhas gerais

A segunda temporada não só correspondeu as expectativas, como também trouxe situações inesperadas e intrigantes.

O drama ainda é o maior destaque do enredo, mas isso é resolvido através da música, e de como os personagens a enxergam, o que deixa o uso do tema dentro da obra muito mais enriquecido.

Para quem já veio da primeira temporada, não deve ter nada a reclamar da segunda, para quem ainda não acompanhou, a chance é essa, já que os principais problemas foram resolvidos, então a sensação de que teve um final para toda essa jornada deixa tudo ainda melhor.

Nota: 9 — Frappuccino 


©Shaft/Naoshi Komi | “Esse anime é tão maravilhoso quanto a Chitoge!”

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