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Review: Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu

©A-1 Pictures/Nakaba Suzuki
Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu – Descrição técnica 

Diretor: Jouji Furuta
Autor original: Nakaba Suzuki
Estúdio: A-1 Pictures
Adaptado de: Mangá
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia, Magia, Shounen, Sobrenatural


Sobre os personagens cá apresentados

Na review que fiz da primeira temporada, falei que existe uma grande quantidade de personagens em cena. Porém, na segunda temporada, isso  vai muito mais além. Somos apresentados aqui aos dez mandamentos: um grupo de elite nomeado pelo próprio rei dos demônios; e também ao último pecado capital que faltava: Escanor.

©A-1 Pictures/Nakaba Suzuki |”Os 10 mandamentos”
A parte técnica foi como? 

Há algumas inconsistências bastante perceptíveis. Que o A-1 Pictures é um estúdio muito bom, disso não temos dúvidas. A questão aqui, foram alguns traços feios, de certo ponto, ruins visualmente e, se você se atentar detalhadamente aos movimentos animados da boca, parecem pior. Há uma falta de sincronia em certos pontos entre a dublagem e a movimentação labial (me chamem de louco por se ligar neste detalhe).

Isso é explicável pelo fato da maioria dos animadores do anime irem finalizar a animação do filme de Nanatsu. Que foi lançado em agosto do mesmo ano de exibição dessa season: 2018.

©A-1 Pictures/Nakaba Suzuki | “Nesta parte, sou obrigado a falar: tá bonito”

As duas openings desta segunda temporada são boas, em especial, a primeira. Cantada pelas bandas FLOW e GRANRODEO, de nome “Howling”. É uma música que empolga e cresce nos momentos certos, com aquela qualidade que ambas as bandas possuem, principalmente a FLOW (que tem um artigo aqui no site).

Ainda tempos a volta de Hiroyuki Sawano,que, sem dúvidas, melhora e muito algumas cenas e até episódios; somente com as trilhas sonoras incríveis que ele produz. Sem dúvidas, Nanatsu no Taizai sem Sawano seria pior.

Tá tá, mas e o roteiro?

Desta vez, o inimigo agora é outro (como diria o subtítulo do segundo filme de Tropa de Elite), onde os sete pecados capitais precisam enfrentar uma ameaça abissal: os dez mandamentos, que, são um grupo de dez guerreiros de elite do Clã dos Demônios.

O problema, no entanto, não está na premissa, mas na execução: o confronto desses dois grupos é o foco principal do show. É claro que você não pode apenas começar a lutar desde o início, mas a forma como as lutas são atrasadas parece extremamente entediante: sub-tramas irritantes (uma personagem perde a memória pela enésima vez, os personagens têm que treinar em uma caverna por cerca de um dia, outro personagem corre para visitar sua namorada morta etc.)

Tudo isso jogado para evitar que os personagens principais realmente consigam enganar os grandes e maus vilões, enquanto os dez mandamentos ficam sentados e não fazem nada (porque eles precisam reabastecer sua energia com vidas humanas).

A sacanagem prossegue? 

Paralelamente a isso, alguns personagens desinteressantes são introduzidos (por exemplo, o irmão do rei Bartra e todo o seu esquadrão bem chato, etc). Sem falar da Elizabeth, que, foi tão inútil quanto a Sakura no Naruto clássico. Traz exatamente o mesmo para Nanatsu no Taizai, assim como Orihime fez para Bleach: o complexo de inutilidade.

©A-1 Pictures/Nakaba Suzuki

Porém, não só de coisas ruins a segunda temporada de Nanatsu no Taizai vive, temos coisas boas também. Somos apresentados ao Escanor, o pecado do leão do orgulho. Ele foi um acréscimo ótimo para a trama, com todas aquelas tiradas de sarro ótimas; e estratégias interessantes para derrotar os inimigos. Enfim, é uma ótima introdução de personagem e que deu um up legal para a obra.

Em resumo
©A-1 Pictures/Nakaba Suzuki| “Sadismo elevado a décima potência”

Teve mais pontos negativos do que positivos. Situações melhores que a primeira temporada, como um desenvolvimento de personagens um pouco melhor, todavia, em vários aspectos pior, como animação fraca e história pouco desenvolvida e muito arrastada.

*Nota do editor: com exceção do episódio 19, indubitavelmente, um dos melhores em questão de animação do ano de 2018.

Em linhas gerais, Imashime no Fukkatsu era a sequência que eu desejei, entretanto, não a que eu esperava que fosse ser.

Nota: 5 – Café au lait (café com leite)


©A-1 Pictures/Miyuki Nakayama | ” Que ódio desse diretor”

Nanatsu no Taizai: Imashime no Fukkatsu está disponível, exclusivamente, no serviço de streaming Netflix.

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