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Review: No Game No Life: Zero

No Game No Life: Zero
Madhouse/Kamiya Yuu

No Game No Life: Zero – Descrição técnica

Diretora: Atsuko Ishizuka
Estúdio: Madhouse
Adaptado de: Light Novel
Data de lançamento: 15 de julho de 2017
Gênero: Drama, Fantasia, Jogo, Romance, Sobrenatural

Existe uma frase popular que diz: “o mundo não é dos mais fortes, mas sim dos que melhor se adaptam”.

Começar a falar de No Game No Life, relacionando um pensamento motivacional desses, pode parecer meio estranho, mas em relação ao filme, acaba sendo o raciocínio mais perto do que eu senti. Durante boa parte do anime e da novel, Sora está sempre afirmando que as outras raças não deveriam menosprezar os Imanitys; lembrando como a capacidade de sobrevivência deles deveria ser algo invejável.

No Game No Life: Zero tem como trunfo, justamente, esse cenário, trazendo o que ocorreu no passado, e a busca da humanidade por sobrevivência.

A grande guerra e seus efeitos

Um dos principais aspectos positivos de Zero é o seu enredo, e a forma como ele consegue ser extremamente interessante. Os acontecimentos são bem mais densos; carregados de peso e drama, bem diferentes do que se vê na primeira temporada do anime.

Enquanto Shiro e Sora têm o objetivo de reerguer a humanidade, Riku e Schwi dispõe do fardo de salvá-la. Essa diferença de perspectivas trás uma história bem mais rica e complexa. O que somado a uma boa direção, faz com que você realmente sinta o peso de cada ação, especialmente, quando se trata das mortes.

Sim, mortes. O filme não tem medo de mostrar como uma guerra pode ser brutal e trazer consequências, muitas vezes, para aqueles que estão menos envolvidos nela. Você não vai encontrar banhos de sangue, desmembramentos ou qualquer cena gore, mas ainda vai se pegar remoendo a injustiça que certos acontecimentos carregam.

I ♥ Imanitys

Outro aspecto positivo do filme é o casal de protagonistas. Não que a Shiro e o Sora sejam ruins, mas o Riku e a Schwi conseguem ter um carisma bem mais envolvente para mim. A forma como a relação dos dois progride rápido, e a química que as interações entre eles carregam, são pontos que fazem bastante diferença, e tornam a experiência ainda mais interessante.

Isso acaba sendo a essência para que algumas coisas na história funcionem, principalmente, o final, onde a carga emocional vem basicamente disso. Seja como for, a questão aqui é que vale bastante a pena acompanhar o desenrolar do romance entre esses dois, e a forma como ambos se conectam para alcançar um objetivo.

Passado x futuro

Sendo um volume único focado em contar os primórdios da grande guerra, a ligação entre passado e futuro era algo importante no filme. Felizmente, as coisas conseguem funcionar bem, criando não somente alguns pontos de referência, como também os antepassados da Steph, e o envolvimento de Tet para se tornar Deus.

Entretanto, o roteiro também liga alguns personagens a eventos importantes, com o caso da Jibril, e as influências que o grupo de Riku teve na criação do mundo atual. Por sinal, aproveitando já para comentar sobre isso, essa foi uma das minhas partes preferidas, não só na novel, como também no filme.

A luta contra Schwi é um espetáculo visual, carregado de um bom drama e situações que te fazem ficar muito apreensivo ao que está acontecendo. O desfecho disso cria uma relação bem legal com o material principal, explicando como as regras dos jogos surgiram, e quem foram os responsáveis por criar essa ideia de não haver mais lutas.

Vale a pena?

Certamente. Para quem é fã de No Game No Life, o filme é quase uma obrigação, e mesmo para aqueles que não são tão entusiastas assim, o enredo consegue dar uma revitalizada na obra, com ideias e conceitos que podem surpreender.

Nota: 9 – Frappuccino 
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©P.A. Works/Toshiya Shinohara | “Esse filme merece o selo Hitomi da primavera de qualidade!”

Lembrando que a obra tem mais artigos e um episódio do podcast dedicado a ela aqui no site: No Game No Life.
No Game No Life está disponível no catálogo do serviço de streaming Crunchyroll.

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