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Review: Nozoki Ana (18+)

©Shogakugan/Honna Wakou
Nozoki Ana – Descrição técnica

Gênero: Drama, Ecchi, Romance
Autor: Honna Wakou
Revista: Mobile Man
Editora: Shogakugan
Estreia: Janeiro de 2009


Vamos falar um pouco dos personagens

Sendo sincero, apesar de Nozoki Ana ser uma obra com uma quantidade considerável de personagens, apenas uma me agradou: em meio a uma miríade de personagens desinteressantes, figurava a Emiru, o bastião que sustentou a história inteira. Conforme se é aprofundado na sua personalidade, somos cada vez mais seduzidos por sua excentricidade e carisma — ela, afinal, é uma das poucas heroínas principais de mangás que não tem tanto pudor no que se refere às questões sexuais.

Quanto a parte técnica, não tenho nada a reclamar do traço desse mangaká, muito pelo contrário. Seu traço é firme e consistente, além de que o character design é bem agradável (o maior diferencial , ao meu ver, é a tendência arredondada e a ênfase nos lábios das pessoas). Aliás, entre os Bordeline Hentai (limítrofe entre ecchi e hentai) que já li, Nozoki Ana foi o mais bem desenhado.

©Shogakugan/Honna Wakou
Continuando

Inicialmente, lembremo-nos que estamos falando de um ecchi bem pesado (quase um hentai)! Temos aqui um roteiro no qual quase tudo resulta em cenas eróticas ou de sexo explícito. Contudo, ele possui uma trama de fundo até que interessante. Acompanhamos, durante toda a sua extensão, o desenvolvimento da relação entre um casal de vizinhos que, devido a certas circunstâncias, espiam alternadamente um ao outro por um buraco na parede.

©Shogakugan/Honna Wakou

Isso acontece, sobretudo, por parte da garota, que chantageia o protagonista para manter esse vínculo. Eu gostei bastante da interação entre eles ao decorrer da obra, para mim, é o ponto alto da história. Entretanto, alguns desenvolvimentos são dignos de novela mexicana, com direito a traição, melodrama e tudo mais. A maioria das outras heroínas acabaram servindo só para fã services mesmo, pois dificilmente eram bem trabalhadas.

Em linhas gerais

Bom, eu recomendo isso unicamente para quem está atrás de um ecchi pesado com cenas de sexo, elemento constante em quase todos os seus 117 capítulos. Aqui, não temos aquele carinha que fica enrolando a história inteira e não avança a relação com nenhuma garota; pelo contrário, Nozoki Ana é quase um School Days da vida, só que com mais service e um protagonista gostável. Já se você quer um romance bem-estruturado, eu recomendaria pular esse e ir atrás de algo no estilo Kimi no Iru Machi.

©Shogakugan/Honna Wakou

Falando em KimiMachi, o final das duas obras é bem parecido, só que em Nozoki Ana soou bem mais forçado.

Nota: 6 – Chocolate chaud (chocolate quente e bota quente nisso)


©A-1 Pictures/Miyuki Nakayama | “O Hideri tem certeza que vocês irão ler isso na forma mais pura e inocente possível”

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