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Review: Ore ga Suki nano wa Imouto dakedo Imouto ja Nai

©NAZ/Seiji Ebisu
Ore ga Suki nano wa Imouto dakedo Imouto ja Nai – Descrição técnica 

Nome alternativo: My Sister, My Writer
Diretor: Hiroyuki Furukawa
Autor original:  Seiji Ebisu
Estúdio: NAZ
Adaptado de: Light Novel
Número de episódios: 10
Gênero: Comédia romântica

Primeiramente, gostaria de parabenizar a todos os guerreiros que acompanharam esse anime durante dez episódios. Nós somos vencedores somente por isso. Não é de hoje que a indústria dos animes testa a nossa paciência com obras bizarras – seja na parte de roteiro ou em animação. Entretanto, essa consegue se destacar entre as piores.

Eu não sei o que é pior: o roteiro fraco ou a animação totalmente sem consistência. A produção se perde com diálogos repetitivos, genéricos e expositivos demais. Além disso, há várias situações que beiram a vergonha alheia para quem está assistindo.

Conseguiram extrapolar tudo que uma adaptação medíocre de light novel poderia ter como: o obrigatório episódio da praia (se o character design fosse descente), várias garotas que surgem do nada e tornam-se fãs do protagonista masculino e um harém totalmente desnecessário.

Nem mesmo a trilha sonora consegue pontuar nessa obra. Sim, não há peso algum; sendo uma falta de sincronia total com os ocorridos em cena. A abertura e o encerramento conseguem se salvar nesse quesito, entretanto, a animação de ambos não passa de uma apresentação de slides. Ainda bem, pois os únicos momentos bons a visão humana nesse anime são os quadros estáticos.

Bastava um pouco de movimento para que as coisas ficassem desprovidas de qualquer lei da física. Relativamente, é doído dizer sobre o quanto os animadores sofreram durante a produção desse show. Tanto que, no final do episódio seis, colocaram um pseudônimo que podia ser traduzido como um pedido de socorro.

Contrariamente a isso, é notável dizer que o NAZ fez coisas “possíveis de se ver” como, por exemplo, Hajimete no Gal. A queda para essa obra é ridiculamente impressionante. Aparentemente, eles estavam com tão pouco pessoal e prazos tão curtos, que o material final entregue era essa coisa abissal que nós víamos.

Nem culpo os animadores por isso, afinal, se há culpados nessa história, com certeza, é o pessoal responsável pela produção – e como quiseram acelerar tudo.

As únicas coisas boas 

Nesse show de horrores, ainda há duas coisas boas. Uma delas é a personagem Sakura Minazuki, uma seiyuu que, como de praxe, se apaixona pelo protagonista. Entretanto, o carisma dela foi um dos motivos de eu suportar assistir a obra até o final.

A segunda coisa foi o episódio do parque de diversões (outro clichê). Aquele teste de irmãzinhas foi a única situação que me fez rir durante toda a obra. Nos demais momentos, eu ria, mas era de nervoso de tanta esquisitice notável.

Esses são os únicos dois pontos plausíveis de defesa e que não permitem eu dar nota mínima a essa obra.

Em linhas gerais 

Esse anime é como um acidente… não há palavra melhor para descrever isso. Acaba sendo uma produção que eu não indicaria nem para os meus piores inimigos. Deveria ter um aviso de “keep out” ou “mantenha distância” logo na sinopse.

Nota: 2 – Café cortado

©MAPPA/Munehisa Sakai/Shigeru Murakoshi | “Esse atropelamento resume a obra!”

Ore ga Suki nano wa Imouto dakedo Imouto ja Nai está disponível no catálogo do serviço de streaming Crunchyroll.

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