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Review: Penguin Highway

Penguin Highway
©Studio Colorido/Tomihiko Morimi

Penguin Highway – Descrição técnica

Diretor: Hiroyasu Ishida
Estúdio: Studio Colorido
Adaptado de: Light Novel
Data de estreia: 17 de agosto de 2018
Gênero: Fantasia, Ficção científica

Minha experiência ao assistir Penguin Highway foi algo realmente curioso. Somente pelo título, não dava para imaginar muitas coisas, e a verdade é que, no fundo, “rolou” até mesmo um pouco de preconceito com a possibilidade de ser algo sem graça.

No entanto, por mais que inicialmente o filme crie essa sensação, as coisas vão se desdobrando de uma forma curiosa. Ele atiça aos poucos o seu interesse sobre o universo da obra, e quando você menos percebe, está totalmente imerso em uma história cativante e cheia de mistérios.

O caminho do pinguim

Um aspecto curioso desse filme acaba ficando, justamente, em cima do título, e como ele acabou despertando minha curiosidade. Onde estariam esses pinguins? Ou melhor, eu gostaria de ver um filme sobre pinguins?

Por mais que pareça “meio boba” essa ideia, o resultado apresentando é incrivelmente divertido. A história apresenta rapidamente os personagens, e o estranho mistério por trás dos pinguins, para logo começar a trabalhar em cima disso.

O mais maluco em tudo, é que eles conseguem sair do que inicialmente parecia um slice of life para um enredo sobrenatural sem qualquer problema. Você estava ali, tentando entender junto do protagonista o motivo de pinguins estarem andando pela cidade, quando, de repente, está no meio de um plot envolvendo um grande mistério na mesma.

Misteriosamente cativante

O principal fator para que essa estranha fórmula funcione, fica por conta do elenco do filme. Naturalmente, alguns personagens não são tão interessantes assim, mas os principais, certamente, merecem destaque.

O Aoyama carrega uma grande inteligência, mas diferente da maioria dos estereótipos do gênero, não é frio ou cheio de si. Ele carrega sim certa prepotência, mas é bem humano, se relacionando com os demais personagens sem qualquer problema; além de ter um ótimo carisma.

A Onee-san, ou moça, já que ela não tem um nome dentro da história, também consegue ser muito divertida, representando bem o conceito que o Aoyama dispõe sobre ela; sobre ser alguém fascinante e atraente. Essa relação entre os dois é um dos pilares para que o filme seja divertido e, a medida em que a história progride, também se torna um grande fator de interesse no enredo.

Sobrenatural

Dentre todas as possibilidade, eu certamente não esperava ver uma abordagem sobrenatural dentro da obra, porém, no fim das contas, essa ideia acabou funcionado, e sendo um grande diferencial para mim.

Detalhes sobre isso acabariam estragando um pouco da surpresa (caso você não tenha visto), mas o uso do tema no filme foi bem interessante, criando um enredo que te prende boa parte do tempo, graças ao tom de mistério que a obra carrega.

Penguin Highway é um daqueles casos difíceis de se achar, em que o roteiro consegue te entregar todas as peças para que você formule uma teoria, e chegue a uma conclusão, entretanto, ainda assim, lhe mantém curioso para ouvir a resposta.

O esperado final

Eu posso dizer, com certa confiança, que o filme me entregou exatamente o que precisava, mostrando um mistério divertido, algumas ideias com base filosófica, personagens curiosos; o que deixou o final longe de ser frustrante.

Mas é importante ressaltar que nem tudo pode terminar como o desejado. De fato, o filme finaliza com o necessário, mostrando a solução do problema e os efeitos pós-acontecimentos, inclusive, com algumas evoluções de personagens bem legais.

Porém, para quem gosta de entender a raiz do problema, o final pode acabar deixando um pouco a desejar, já que ela usa o principio da incerteza para justificar os eventos. Em outras palavras, mesmo que seja explicado todos os eventos sobrenaturais do filme, fica a incógnita de como tudo se iniciou; deixando os personagens em si com a motivação de buscar a resposta para isso no futuro.

Vale a pena?

Sem sombra de dúvidas, eu diria que sim. Foi um filme divertido, que me surpreendeu muito, exatamente, pelas minhas expectativas baixas. Toda a composição, animação, personagens e direção, conseguem tirar um bom resultado, e para aqueles que gostam de mistério, o clima sobrenatural é um ótimo adicional.

Nota: 9 – Frappuccino 
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©A-1 Pictures/Tsukasa Fushimi | “É bom ao ponto da Kirino trocar os eroges dela para assistir!”

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