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Review: Release the Spyce

©Lay-duce/Takahiro
Release the Spyce – Descrição técnica 

Diretor: Akira Sato
Estúdio: Lay-duce
Adaptado de: (—) Obra feita originalmente para TV
Número de episódios: 12
Gênero: Ação, Vida escolar

Imaginem uma mistura do saudoso desenho Três Espiãs Demais com As Meninas Superpoderosas e um ótimo enredo que toda obra necessita. Release the Spyce pontua nesses três quesitos e as missões executadas pelas garotas remetem a essa sensação nostálgica desses antigos cartoons.

Em seu início, há uma certa facilidade para que as garotas da Tsukikage derrotem os vilões. Basicamente, elas utilizam engenhos (estilo aqueles que o Jerry dava paras meninas em três espiãs) e habilidades adquiridas com os temperos para superar as adversidades e se aprontarem a próxima missão.

Entretanto, pode ir desligando o botão do hate, pois a obra teve reviravolta. O que melhorou muito a qualidade do show. Tornando-o um dos melhores frente a outros desastres do ano.

A qualidade da animação é boa. Eu não estava esperando por isso. As batalhas são bem feitas e, em nenhum momento, utilizam CGI mal-alocado. A paleta de cores utilizada pela fotografia varia em tons claros e escuros; ambientando as situações de forma adequada.

A trilha sonora é um show a parte. Desde a sua opening agitada até sua ending envolvente e relaxante. Passando por excelentes trilhas com certo tom psicodélico, que, além disso, trazem uma mistura com ritmos eletrônicos.

O roteiro é clássico. Se resume a um treinamento de uma menina recém-recrutada para o grupo Tsukikage; organização de espionagem que combate atos ilícitos na cidade de Sorasaki e, principalmente, faz frente a Moryo – a organização que antagoniza tudo.

Tudo isso pode ser visto como simplório demais ou, até mesmo, “bobo”. Afinal, como eu disse, lembra bem a pegada dos cartoons antigos; além dos já citados, a organização Moryo me lembra a “Mão Negra” das Aventuras de Jackie Chan. Em linhas gerais, um público mais maduro em busca de entretenimento pode sentir-se em um marasmo no ponto de ignição.

Todavia, ao passo que o enredo avança, os mistérios vão ficando mais proeminentes e os problemas cada vez mais difíceis. Ademais, há um ponto de ruptura que surpreendeu vários espectadores (inclusive esse que vos fala); o que acabou por criar uma atmosfera desprovida de esperança, sombria e misteriosa. Quem aprecia um bom plot twist, deverá gostar.

O “tempero” do anime está em suas personagens

Com várias personagens interessantes, a produção se constrói no tradicional âmbito dos mocinhos e dos vilões. A galerinha do bem trata-se da Tsukikage. Que, por sua vez, traz seis personagens em seu âmbito principal.

Começamos com a Momo Minamoto, para os mais íntimos, a “mina das lambidas”. Ela é a protagonista e, claramente, a jornada do herói é aplicada na construção da personagem. Ela inicia a obra insegura, fraca e covarde. Porém, após o seu recrutamento/treinamento, sua personalidade evoluiu. Ela dispõe de uma habilidade única – útil em muitos casos.

Yuki Hanzoumon, mestre de Momo, é a grande responsável pela evolução da mesma. Ela é a garota modelo: inteligente, rigorosa, habilidosa e, principalmente, sempre coloca os atos da organização em primeiro lugar. Uma personagem que cativa; mesmo com seu jeito severo.

Mei Yachiyo ou, como gosto de chama-la, “melhor personagem da obra”. Já é evidente que ela é a minha favorita. Ela é alto astral e positiva; vivendo sempre ao ritmo da música do Coldplay – Viva La Vida. Outrossim, ela é a mais ágil da equipe, além de ser perita na utilização de facas e espionagem.

Fuu Sagami, a pupila de Mei, é a que podemos chamar de “Karatê Kid”. E não aquele com o Jaden Smith; sim os antigos. Ela se espelha muito na sua mestre, entretanto, isso acaba a deixando com um certo complexo de aceitação.

Hatsume Aoba é a cérebro do grupo. A garota que desenvolve as “bugigangas”, e que traça os planos mais inteligentes. Ela é calma, afável e dispõe de muita habilidade com uma lança. Ela é daquele tipo que vê o “lado bom” de um arrastão. Afinal, acha que até mesmo certos vilões podem virar seus aliados.

Para encerrar sobre a turma, há a Goe Ishikawa. Conhecida como Goemon. Sua utilidade no roteiro é bem fraca na primeira metade, entretanto, quando descobrimos sua força interior, ela torna-se a grande peça da resistência.

Os demais componentes da obra são vilões e/ou compõe o passado das protagonistas. Entrar em maiores detalhes pode acabar liberando spoilers.

Em linhas gerais

passing do anime é bem aceitável. O enredo está sempre avançando; um ponto a ser levado em consideração. Alguns detalhes chamam mais à atenção. A única coisa que tira ponto do anime é o quesito “facilidade” para derrotar os vilões no início. Sobretudo, Release the Spyce continua sendo, sem dúvidas, uma das minhas maiores surpresas de 2018 – e uma das melhores obras que eu vi no ano também.

Nota: 9 – Frappuccino 

©CloverWorks/Hajime Kamoshida | “Esse anime é tão bom quanto o sorriso da Mai!”

Release the Spyce está disponível no catálogo do serviço de streaming HiDive.

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