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Review: Tensei Shitara Slime Datta Ken

©8bit/Taiki Kawakami & Fuse | “Matrix”
Tensei shitara Slime Datta Ken– Descrição técnica 

Diretor: Yasuhito Kikuchi
Autor(es) original(is): Taiki Kawakami (arte) e Fuse (história)
Estúdio: 8bit                                                          Episódios: 23 + 2 especiais
Adaptado de: Mangá
Gênero: Fantasia, Shounen

Caros leitores do Café Stile, tudo certo? Eu sou o Éder e sejam bem-vindos à review dos animes de janeiro, da temporada de inverno de 2019. Agora vamos falar de Tensei Shitara Slime Datta Ken, ou como é conhecido, o anime do slime, que assim como The Promised Neverland, dividiu opiniões entre quem assistiu. Então sem mais enrolação, vamos lá.

Tensei Shitara Slime Datta Ken retrata a história de Satoru Mikami, um homem de trinta e sete anos de idade. Ele é um típico trabalhador corporativo, que está conformado e contente com seu estilo de vida monótono em Tóquio. Além disso, ele não conseguiu arrumar nenhuma namorada durante toda sua vida.

No meio de uma conversa com seu colega, ele é esfaqueado por um assaltante aleatório e acaba morrendo. No entanto, enquanto sucumbe aos seus ferimentos, uma voz peculiar ecoa em sua mente e recita um grupo de comandos que Satoru não consegue entender. Quando ele recupera a consciência, descobre que foi reencarnado como um slime em um reino desconhecido.

Aqui somos apresentados a mais um anime de isekai. É um gênero bastante popular e atrai muitas pessoas com suas histórias. Mas quanto mais você assiste, começa a perceber que realmente não é – é bem compreensível, na verdade. Porém, o gênero está mais que batido, e está ficando de uma maneira descontrolada, pois cada temporada temos um anime com esse tema.

Contudo, Tensei shitara Slime Datta Ken é um pouco diferente. Embora o anime siga todo clichê do hárem, fan-services exagerados e mulheres colocadas em posições para lá de comprometedoras, a obra sabe executar aquilo que propõe, de tal forma que permanece narrativamente envolvente enquanto seguimos o progresso do protagonista principal desta história que é Mikami Satoru, que em um momento posterior, atende pelo nome de Rimuru Tempest.

A construção do mundo no anime merece certos elogios. Na obra, você pode ver o quanto Rimuru e seu povo construíram neste mundo. Além de todas as outras nações e reinos que passou, todos os aliados que fez e alguns inimigos em potencial. Cada nação é única e operam diferentemente as leis, política, localização etc. Existem até rumores, folclore e fofocas acontecendo nesses lugares, que fazem você se sentir imerso neste mundo.

©8bit/Taiki Kawakami & Fuse | “Poderosa mas muito ruim no desenvolvimento”

No entanto, houve coisas que me incomodaram que precisam ser mencionadas. A primeira coisa é que o início do anime, embora muito informal, é difícil e lento. É cheio de exposição e parece que você está constantemente sendo bombardeado com esses detalhes. Leva um tempo para o anime começar a se desenvolver para valer e, muita das vezes, explicava a mesma situação, dando a sensação de que o público não consegue entender a obra.

A outra questão era Rimuru ser um personagem raso, por assim dizer. A comédia do programa ajuda a tornar a obra um pouco mais tolerável, mas uma vez que você passa pela metade do anime, toda a tensão começa a evaporar, porque todas as suas batalhas terminam em uma luta fácil ou são facilmente resolvidas por sua habilidade natural. Todas as suas lutas e confrontos são resolvidos com facilidade e rapidez.

Outro problema é a partir da segunda metade da obra, onde os vilões se tornam muito rasos e com construções bem ruins. Para que vocês, caros leitores, tenham noção, há um demônio loli que anda de biquíni e é um “lorde demônio”. Ela aparentemente é a mais poderosa do mundo. Porém, é derrotada por Rimuru enchendo sua boca com mel; um feito que é aplaudido por seus leais seguidores, citando-o como “um feito que somente Rimuru-sama pode realizar”. Essa parte é pessimamente desenvolvida e entrega nada de útil.

Opinião final

Qual é a minha impressão final da obra? Apesar de ter uma premissa genérica, ele desenvolve relativamente bem aquele mundo. Contudo, em relação a personagens,  o anime não entrega muitas coisas interessantes, principalmente tratando dos vilões que são retratados de maneira péssima, principalmente na segunda metade. Na primeira foi bem mediana os desenvolvimentos deles.

Se você gosta de animes de Isekai e mundo de fantasia com fan service, essa obra definitivamente irá te agradar. Na minha opinião, se pudesse dividí-la em duas partes, diria que a primeira parte foi legal e a segunda muito ruim. A segunda temporada está prevista para 2020, e assim como falei sobre The Promised Neverland, espero que tenha um enredo melhor e cause mais empatia para com o público.

Nota: 6 – Chocolat chaud (chocolate quente)

©LIDENFILMS/matoba | “Esse anime recebe o selo Myurin e Beel frustrados de qualidade!”

Tensei Shitara Slime Datta Ken está disponível pelo serviço de streaming Crunchyroll.

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