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Review: Zombieland Saga

©MAPPA/Munehisa Sakai/Shigeru Murakoshi
Zombieland Saga – Descrição técnica 

Diretor: Munehisa Sakai
Estúdio:
MAPPA
Adaptado de: 
(–) obra feita originalmente para TV
Número de episódios: 
12
Gênero: 
Comédia, Musical, Sobrenatural

Que a temática de zumbis é datada no mercado da sétima arte é um fato. Todos os filmes, séries ou mesmo animes costumam funcionar na mesma base de enredo; tanto que apreciadores do gênero nem sentem medo depois de um certo tempo na indústria. The Walking Dead Resident Evil são franquias que exemplificam muito bem os zumbis.

Entretanto, engana-se quem acha que Zombieland Saga é um anime de terror. Mesmo assim, a obra conseguiu dar um respiro para as coisas repetitivas que estamos saturados. Embora a abertura do primeiro episódio sugira um cenário clichê desse gênero e uma jovem que enfrentará uma crise entre a vida e a morte.

Ele consegue enganar os espectadores através de sua abertura, aplicando um “golpe” de surpresa muito gratificante. Uma comédia de terror que satiriza as idols japonesas com um leque de ótimos personagens.

A maioria dos animes de zumbis tenta repetir as mesmas coisas – proporcionar uma sensação de medo. Essa obra faz o oposto e cria uma sensação de entretenimento genuína com seus elementos de comédia. O anime chegou a um ponto de ser auto-consistente o suficiente para satirizar a indústria das idols.

Excelentes personagens, excelentes zumbis 

Nos primeiros episódios, a protagonista, Sakura Minamoto, acaba morta de uma forma muito cômica – KonoSuba mandou saudações. Mas ao invés de despertar em outro mundo, ela renasce como um zumbi.

Não demora muito para ela se juntar a um grupo de outras garotas zumbis. Este, é organizado por um homem chamado Kotaro Tatsumi – QUE GRITA MAIS QUE O ASTA – com o objetivo de salvar Saga. Eis que surge a Franchouchou.

Eu sou um dos que não dava nada por essa obra, afinal, estamos misturando zumbis e idols. Dois temas que não me agradam tanto, entretanto, fico feliz de ter “queimado a língua”. Não demorou muito para eu aceitar e me apegar as personagens principais; além de soltar inúmeras gargalhadas.

Cada uma delas tem uma vida própria com personalidades distintas. Esse destoamento faz a obra ser grandiosa. A personalidade amigável de Sakura, nossa protagonista, permite que ela se dê bem com todas.

Ela é a contraparte da delinquente motoqueira: Saki Nikaido. Ao contrário de Sakura, ela é difícil de se lidar, pois é uma encrenqueira nata. Essa que, inclusive, é minha personagem favorita da obra. O character design dela me lembra muito o da Chitoge Kirisaki de Nisekoi. Não somente o design; como também a personalidade.

Lily Hoshikawa é a personagem “fofinha”. Para não perder o ritmo, sua morte foi uma das mais bizarras também. Entretanto, essa personagem ganha um desenvolvimento muito bom em certo episódio. O passado dela é tocante – e guarda um segredo interessante.

Não poderia esquecer do Thor (entendedores entenderão) da Ai Mizuno. Uma garota dedicada que já era uma idol antes de sua morte (sinistra, por sinal). Podemos dizer que é a voz da experiência que todo grupo precisa. O que chama a atenção nessa personagem, certamente, é seu apoio as demais garotas. Ela possui muitas frases de efeito que são de muita utilidade.

Há outra garota que também era uma idol – trata-se da Junko Konno. Como eu posso dizer, ela lembra muito o Capitão América. Afinal, ela é do século passado e fez sucesso em uma época totalmente diferente da qual o anime é ambientado. Junko, por muitas vezes, se sente deslocada e sofre bastante para adequar-se aos dias atuais. Porém, para a sorte da mesma, não há um Tony Stark para ficar implicando com ela.

Por último, não menos importante, há a Tae Yamada. A única que se comporta, literalmente, como uma zumbi. Ela é o grande alívio cômico nessa obra onde o humor já é escrachado.

Então, o Franchouchou é mais um grupo de idols comum? 

Essa é a parte boa, de longe, elas são nem um pouco relevantes no início da obra. Através do trabalho árduo e motivação, o grupo vai ganhando popularidade à medida que Sakura as leva ao estrelato. O meu interesse no anime aumentou gradualmente a cada episódio, afinal, o clima “prende” o público. Queremos ver as garotas sendo um sucesso.

As músicas são empolgantes e as coreografias são legais. Destaca-se o trabalho do estúdio MAPPA com o CGI. Um dos poucos no mercado que sabe trabalhar isso de uma forma adequada. Ainda sobre o anime, embora seu enredo foque bastante na comédia em sua primeira metade, a segunda parte trabalha um drama linearmente.

Não é forçado, e acaba sendo um plot twist a cada episódio, afinal, várias personagens são trabalhadas para nós descobrirmos suas origens e também as causas de suas mortes. O anime pode pegar de surpresa os emocionalmente mais fracos em dados momentos. Então, se você chora fácil, prepare o lencinho – pois pode acabar precisando.

Em linhas gerais 

O entretenimento desse show é algo sem igual. Você ri, em certos casos, chora. Fica eufórico, xinga personagem, ama outros. Indaga as decisões do Kotaro… Zombieland Saga desperta diversas emoções no público. Ponto que o torna atrativo e grandioso. Em minha sincera opinião, trata-se da melhor comédia de 2018. Quem ver, sem dúvidas, não irá se arrepender.

Nota: 9 – Frappuccino

©CloverWorks/Hajime Kamoshida | “Esse anime é tão bom quanto o sorriso da Mai!”

Zombieland Saga está em disponível no catálogo do serviço de streaming Crunchyroll.

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