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The Promised Neverland | Episódio 6: Uma Sombra na Escuridão

©CloverWorks/Kaiu Shirai/Posuka Demizu | “Olha a Lei Maria da Penha, Don”
The Promised Neverland | Episódio 6 – 311045

*Nota: The Promised Neverland está sendo acompanhado semanalmente, ou seja, toda semana haverá uma análise.

Mais uma semana se passa e com ela chega a análise do episódio 6 de The Promised Neverland, em que tivemos embates psicológicos, a desconfiança perante as situações e uma proposta cercada por muita descrença. Sem mais delongas, vamos lá!

Quem está além da porta?

O episódio começa exatamente de onde o outro termina (sei que isso é redundante, mas vocês entenderam o que eu quero dizer), onde a porta do quarto da “Mama” é aberta e Don e Guilda ficam em pânico, pois poderia ser a mamãe. Porém, como havia dito na análise da semana passada, era quase impossível de ser ela, pois sabemos como funciona animes, certo? (E olha galera, eu não acompanho o mangá, então foi um chutômetro). E quem entra é o pequeno Phill, o qual estava brincando de esconde-esconde com outros dois garotos.

Passado isso, há uma conversa entre o trio “parada dura” dos protagonistas da obra: Emma, Norman e Ray. E eles continuam planejando como escapar daquela fazenda e, além disso, descobrir o que há além das muralhas, detalhando as etapas até que todo o processo de escape seja concluído. Isso é importante de se destacar, já que eles não estão indo por impulso. Cada detalhe é analisado, para que não haja problemas.

Ding Don e William Minerva

Aí que vem uma das partes mais legais desse episódio, que é o Don. Ele é o típico personagem que busca ser útil para alguma coisa, e aqui não foi diferente, porém arriscado. Como vimos na análise de semana passada, ele precisaria de uma chave para poder abrir a porta secreta dentro do quarto da “Mama”. E ele tem a ideia de trombar com ela e pegar esta chave no bolso dela. Apesar de arriscado ele conseguiu roubá-la, para entrar naquela sala. O que será que existe além da sala?

Voltando para o trio de protagonistas, vemos que Emma quer apresentar um “amigo” para Norman e Ray. Porém, esse amigo é um livro que tem uma espécie de carimbo com o nome de William Minerva. Guarde bem esse nome. E são vários deles. Cada um desses livros possui uma espécie de código morse, para se decodificar. Descobre-se, então, uma mensagem subliminar que dão dicas sobre o que fazer.

O problema que eu vejo sobre isso, é ser jogada esta informação. Tá, eu entendo que Emma fala que foi o Phill quem notou esse padrão nestes livros, mas isso poderia ser melhor trabalhado ao longo dos episódios. Deixar em off esses detalhes importantes é, em minha opinião, uma falha de roteiro. Se fosse feita uma construção ao longo dos episódios, com o próprio Phill lendo os livros, poderíamos compreender como se deu esse entendimento. Me pareceu jogado, algo usado como recurso de roteiro.

A Verdade

Voltando mais uma vez para Don e Guilda, eles descobrem um porão dentro daquela sala a qual eles abriram. E eis que a verdade os impacta quando ambos vêem o coelhinho da Conny e os brinquedos de todas as outras crianças naquela sala e, automaticamente, eles já deduzem que a adoção não foi uma opção. Aconteceu algo muito maior. Além disso, eles descobrem aquele rádio gigante que a Mama se comunica com o mundo exterior e os seus chefes. Tenso!

Com tudo isso acontecendo, questionamentos acerca das mentiras de Emma, Norman e Ray para com Don e Guilda vêm a tona e isso começa a afetar psicologicamente Don, pois confiança é algo que se conquista. Como se não bastassem as desconfianças da Mama para alguns de seus filhos, eis que a cereja do bolo é completada com o menino Eugene encontrando a chave que Don havia roubado dela quando esbarrou no início do episódio. Agora a coisa vai feder, pois a Mama já está com a certeza em sua cabeça.

Continuando…

As intrigas e os questionamentos de Don com Emma, Norman e Ray, chegam a patamares interessantes, pois tudo o que é debatido ali é plausível. Quando se mente sobre algo importante, não há como voltar , ainda mais quando a outra pessoa descobre toda a verdade. Aí acontece brigas, as desconfianças aumentam e, principalmente, todo planejamento de união acaba por ruir. Então Don dá um soco em Norman e Ray e, por pouco, não dá em Emma, por todas as mentiras que eles lhe contaram. Essa realmente é uma situação bastante difícil, pois a raiva nos faz não pensar nas situações, além do fato de que agir por impulso é algo natural e inerte do ser humano. Essa cena foi bastante fácil de ser compreendida no aspecto humano, bem como foi simples de ser transposta para a nossa realidade.

Além disso, os sentimentos de Don perante as situações estão se tornando cada vez mais interessantes, já que questionamentos sobre si mesmo são legais de serem percebidos. A autocrítica não nos faz fraco, muito pelo contrário: melhora-nos e fazem com que percebamos que a cada passo há um aprendizado. E a sensação de impotência do personagem pode fazer muita gente simpatizar com ele. Não foi algo fantástico, porém foi legal e bem trabalhado.

A espiã que sabia demais

Já no último ato do episódio, após Don e Guilda resolverem suas arestas com Emma, Norman e Ray, o próprio anime faz um jogo de câmera para nos fazer perceber que há alguém espiando e observando eles. E meio que Ray percebe isso. Emma continua com aquele pensamento em salvar a todos, porém ela agora entende melhor que vai ser bem arriscado. Ao mesmo tempo, Don entrega para Norman um herbicida e detergente, o qual havia sido pedido por ele para uma “investigação”. Que investigação será essa, com esses produtos?

E os planos de Norman, que são brilhantemente planejados para enganar a Mama e a Irmã Krone, são postos em execução, com Ray sendo parte fundamental nisso, já que ele trabalha como espião para a Mama. E o trabalho dele é enganá-la e despistar sobre o que realmente está acontecendo. E, na maior naturalidade do mundo, na conversa entre Mama e Ray, ele descobre que não haverá remessa no próximo mês e sim somente em janeiro, que é quando ele faz 12 anos. Ou seja, ele será a próxima pessoa a ser levada para o abate. Mas será que é verdade ou apenas um blefe da Mama, para tentar ludibriá-lo? Muitas perguntas estão rondando neste momento.

Contudo, a grande sacada ocorre nos minutos finais, em que descobrimos que a Irmã Krone era a pessoa que estava observando todos os passos de Emma, Norman, Ray, Don e Guilda e toda verdade é descoberta por ela. Com isso, ela faz uma proposta para Emma em fazer uma aliança, uma parceria. Como se dará esta parceria? O que será que vai acontecer?

Em Linhas Gerais

O episódio foi bacana, teve ideias e questionamentos interessantes que causam maior empatia para com esses personagens, principalmente o Don, que tem crescido bastante nos últimos episódios. Esse personagem está sendo bastante detalhado. O problema sobre este episódio foi a parte mesmo do código morse e dos livros.

Na minha visão, foi uma informação jogada de maneira simplória, sem nenhuma justificativa plausível e interessante. Achei bem ruim esta parte, mas, de resto, foi bacana este episódio, e, mais uma vez, o gancho articulado para o próximo episódio foi muito bom, ativando realmente a curiosidade de quem está assistindo. Ao final muito mais perguntas são colocadas a mesa na obra e o grande mistério sobre William Minerva. Quem é ele? Será mesmo um aliado ou um inimigo? Só o tempo irá dizer.

Nota B – Red Velvet

©CloverWorks/Hajime Kamoshida | “Eu fico chateado com a falta de explicações em algumas situações”

 

The Promissed Neverland está em simulcast pelo serviço de streaming Crunchyroll, e também pelo HiDive.

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